Coleiro
Coleiro é o grupo da coladeira de borda que derrete a cola e a aplica no painel: reúne o reservatório aquecido, o controle de temperatura e o rolo que espalha a cola na espessura certa, logo antes de a fita encostar.
Também escrito como: grupo coleiro · tanque de cola · unidade de colagem · aplicador de cola · reservatorio de cola
É o coração da máquina, e o grupo onde mais coisa pode dar errado sem aviso. Ele mantém a cola na temperatura de trabalho e a deposita numa camada fina e uniforme — cola de menos deixa a colagem aberta em pontos; cola demais escorre para fora da fita e vira o fio que alguém tem que raspar depois. A regulagem é por tipo de fita e por material, e fica guardada no programa da máquina.
"Coleiro de 2 estágios" quer dizer que a cola passa por duas etapas de aquecimento antes de ser aplicada: um pré-fusor derrete e um segundo estágio leva à temperatura final. Isso evita o que acontece no tanque único, em que a cola do fundo fica horas superaquecida enquanto a de cima ainda está fria — é o superaquecimento que carboniza a cola e suja a linha de colagem com pontinhos escuros.
É também o grupo que decide quais colas a máquina aceita. Um coleiro preparado para EVA, PUR e PO deixa a escolha por trabalho, não por equipamento: EVA no volume seco, PO onde pega mais calor e umidade, PUR na peça de banheiro e cozinha. Sem isso, a cola vira uma decisão feita na hora da compra da máquina e que dura o que a máquina durar.
Coleiro nas máquinas Etools
O que está escrito na ficha técnica de cada modelo, na íntegra. Clique no nome para ver a máquina inteira.
| Máquina | O que a ficha diz |
|---|---|
| EC5 Max S30 | Coleiro: 2 estágios |
| EC6 Max S30 | Coleiro: 2 estágios |
| EC6 Max S30 Drill Side | Coleiro: 2 estágios |
| EC7 Max | Coleiro: 2 estágios |
Termos que andam junto
Cola EVA
EVA (etileno acetato de vinila) é a cola termofusível padrão da colagem de borda: derrete no tanque da coladeira, é aplicada quente sobre o painel e agarra ao esfriar — o processo é reversível, ela volta a derreter se for aquecida de novo.
Cola PUR
PUR é a cola de poliuretano reativo: aplicada quente como a EVA, mas depois cura reagindo com a umidade do ar e vira um polímero que não derrete mais — a colagem passa a resistir a calor e água.
Cola PO
PO é a cola termofusível de poliolefina: aplicada quente como a EVA e sem a cura química da PUR, ela fica entre as duas — segura mais calor e umidade que a EVA, sem exigir a rotina de purga que a PUR cobra.
Rolo pressor
Rolo pressor é o rolete que aperta a peça contra a superfície de referência logo depois de uma operação — na coladeira, é o que prensa a fita de borda sobre a cola ainda quente; no router e no nesting, é o que mantém a chapa deitada durante o carregamento.
Colagem de fita em peças retas
Colagem de fita em peças retas é a colagem feita em linha: a peça encosta numa régua, atravessa os grupos em sequência — coleiro, rolos pressores, refilo, acabamento — e sai pelo outro lado. É assim que sai a borda da maioria das peças de um móvel.
Colagem de fita em peças curvas
Colagem de fita em peças curvas é a colagem em que quem conduz a peça pelo contorno é o operador, enquanto a máquina cuida do avanço, da temperatura da cola e do refilo. É o processo do que não passa na reta: tampo redondo, canto arredondado, porta com raio.
Tupia de entrada (pré-fresagem)
Tupia de entrada é o primeiro grupo da coladeira: duas fresas diamantadas que tiram 1 a 2 mm do topo da peça antes da cola, apagando o lascado e o desvio do corte de serra. A fita cola numa superfície nova, esquadrejada e lisa, e é isso que fecha a linha de cola.
Colagem a laser e ar quente (zero joint)
Colagem a laser ou a ar quente usa fita com uma camada funcional na parte de trás, da cor da fita, que é derretida por laser, ar quente ou plasma no lugar do adesivo. A linha de cola some — o zero joint — porque não há cola de outra cor entre a fita e o painel.
Guilhotina de fita
Guilhotina de fita é a navalha pneumática que corta a fita de borda no comprimento da peça, logo depois de o alimentador puxá-la da bobina: corta com sobra nas duas pontas, de propósito, para o aparador de topo acertar o comprimento depois.
Fita de borda (PVC, ABS, melamínica, madeira)
Fita de borda é o revestimento que cobre o topo do painel de MDF ou MDP depois do corte: uma tira de PVC, ABS, melamina ou lâmina de madeira, na cor do painel, colada pela coladeira. É o que esconde o miolo, protege o topo de umidade e batida e dá o acabamento que define se o móvel parece de fábrica ou de improviso.
EPI (equipamento de proteção individual)
EPI é o que o operador usa no corpo para se proteger do que a máquina não elimina: óculos com filtro para o laser, protetor auricular contra a bomba de vácuo e o spindle, máscara contra o pó fino do MDF, calçado de segurança e luva térmica no coleiro. A NR-6 obriga o empregador a fornecer e o operador a usar.
Porta-bobinas e alimentador de fita
Porta-bobinas é o prato giratório na entrada da coladeira onde a bobina de fita de borda fica montada e desenrola; o alimentador é o par de roletes que puxa a ponta da fita da bobina, sincronizado com a esteira, e a leva até a guilhotina e o coleiro no momento em que a peça chega.
Rolo aplicador e bico injetor de cola
Rolo aplicador e bico injetor são os dois jeitos de a coladeira colocar a cola no topo do painel: o rolo gira dentro do coleiro, sobe com uma camada de cola e a espalha no topo ao passar; o bico injeta a cola por uma fenda, sob pressão, em camada fina e fechada. O rolo é o padrão com EVA; o bico é comum com PUR.
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Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.