Glossário técnico de máquinas CNC
Ficha técnica é uma lista de nomes que só faz sentido para quem já convive com a máquina. Aqui cada um deles tem uma página: o que é, por que existe e o que muda na peça quando ele é bom ou ruim. Quando o item aparece nas máquinas da Etools, a página mostra em quais e com que valor.
280 termos · revisados com o técnico
Dicionário de esquadrias, alumínio, vidro, ACM e fachadas
650 termos do setor em 13 seções: tipologias, perfis e ligas, acabamento, vidro, ferragem, vedação, fachada, ACM, máquinas, normas e termos comerciais.
Manual de EPI para router CNC e solda a laser
14 capítulos: olhos, ouvidos, respiração, mãos, pés, EPI por material e por etapa de trabalho, o que não é EPI, checklist diário, normas e o posto de solda a laser.
Guia de fresas para router CNC
12 capítulos: partes da fresa, fios e hélice, tipos de ponta, fresa por material, RPM e avanço, leitura do cavaco, profundidade, problemas comuns e o checklist antes de ligar a máquina.
Manual do comando Syntec 60W-E em português
O manual de operação do comando CNC Syntec (SCD-60WA e FC-60WA) traduzido e com busca: 9 capítulos, 79 tópicos e 61 telas do comando. Lista de trabalho, coordenadas de peça, ferramentas, alarmes, rede e operação passo a passo.
Parâmetros do comando Syntec em português
O que cada Pr faz, com faixa, valor de fábrica e quando passa a valer: 372 entradas cobrindo 5.634 parâmetros, com busca pelo número que aparece na tela e filtro por assunto. Eixos, home, folga, spindle, MPG, limites de curso, PLC e 5 eixos.
Tipos de máquina
Router CNC, coladeira de borda e as configurações que mudam o que sai por turno.
Router CNC
Router CNC é a máquina que corta, fura e usina chapas e madeira movendo uma fresa em alta rotação sobre a mesa, guiada pelo programa (G-code) que o computador gerou a partir do desenho — o operador fixa a chapa e acompanha, sem guiar a ferramenta.
Router CNC com troca automática de ferramentas
Router CNC com troca automática de ferramentas é o router com um magazine de fresas montadas em cone, em que o comando troca a ferramenta sozinho quando a operação muda — corte, furo, cava, rebaixo — sem o operador parar a máquina para trocar a fresa na mão.
Router CNC com esteira de descarga
Router CNC com esteira de descarga é a configuração em que, no fim do programa, o empurrador automático leva as peças cortadas da mesa para uma esteira na saída da máquina, que as tira apoiadas e alinhadas enquanto a próxima chapa já entra.
Router CNC com carregador de chapas (lift)
Router CNC com carregador de chapas é a configuração com um lift na entrada da máquina: a pilha de chapas fica ao lado, e a máquina se serve sozinha, levando a chapa de cima para a mesa a cada ciclo, sem ninguém levantar chapa.
Router CNC com etiquetadora
Router CNC com etiquetadora é a configuração em que a máquina imprime e cola em cada peça, durante o próprio ciclo, uma etiqueta com o que a peça é, de que projeto veio, as medidas e em quais lados leva fita de borda — a peça nasce identificada, antes de alguém encostar nela.
Coladeira de borda de 5 grupos
Coladeira de borda de 5 grupos é a coladeira automática em que a peça passa por cinco estações — colagem, aparador, refilador, raspador e polidor — e sai colada, com as pontas cortadas, refilada, raspada e polida, pronta para montagem, sem passar por lixa.
Coladeira de borda de 6 grupos
Coladeira de borda de 6 grupos é a coladeira automática que soma à colagem, ao aparador, ao refilador, ao raspador e ao polidor uma sexta estação na entrada — a tupia, que aplaina a borda do painel antes da cola — e por isso entrega a peça pronta para montagem mesmo quando o corte veio com ondas ou lascas.
Coladeira de borda de 7 grupos
Coladeira de borda de 7 grupos é a coladeira automática de linha completa: tupia de entrada, colagem, aparador, refilador em duas etapas, raspador e polidor — o refilo dividido em desbaste e acabamento é o sétimo grupo, e é o que deixa a quina da fita mais limpa em fita grossa e em produção contínua.
Coladeira de borda com furação de topo
Coladeira de borda com furação de topo é a coladeira que, além dos grupos de colagem e acabamento, tem um cabeçote na entrada que fura a lateral da peça — o topo, onde entram a cavilha e o parafuso do dispositivo de montagem — na mesma passagem em que a borda é colada.
Ferramenta e corte
Spindle, cone, pinça, troca de ferramenta e o que acontece com a peça.
Spindle
Spindle é o motor que gira a ferramenta de corte no router CNC — o eixo-árvore da máquina, que segura a fresa e a faz girar em alta rotação enquanto os eixos movem o pórtico.
Warm-up do spindle
Warm-up do spindle é o aquecimento feito antes de usinar: o spindle gira por 10 a 20 minutos com a rotação subindo em etapas — cerca de 25%, 50%, 75% e depois perto da rotação de trabalho — até a temperatura estabilizar. Espalha o lubrificante dos rolamentos e evita que a medida mude enquanto a máquina esquenta.
Balanceamento de ferramenta
Balanceamento de ferramenta é deixar a massa do conjunto que gira — porta-ferramenta, pinça, porca e fresa — distribuída por igual em volta do eixo. Ferramenta desbalanceada puxa o spindle para o lado a cada volta, e essa força quadruplica quando a rotação dobra: é vibração que gasta rolamento e marca a peça.
Cone ISO30
Cone ISO30 é o padrão de encaixe cônico (conicidade 7:24) entre o suporte de ferramenta e o nariz do spindle, usado nos routers CNC com troca automática para engatar e soltar a ferramenta em segundos, sempre na mesma posição.
Pinça ER32
Pinça ER32 é o elemento que aperta a haste da fresa por dentro do suporte ou do spindle — uma bucha fendida da série ER (DIN 6499) que fecha ao ser rosqueada e prende hastes de até 20 mm.
ATC — troca automática de ferramentas
ATC (Automatic Tool Changer) é o sistema que troca a ferramenta sozinho durante o programa: o magazine guarda as fresas montadas em cones e o comando pede a troca quando a operação muda, sem o operador encostar na máquina.
Furação de topo
Furação de topo é o furo feito na espessura da chapa — na lateral, não na face — para receber cavilha, minifix, parafuso de montagem ou tambor de excêntrico.
Pocket (rebaixo)
Pocket, ou rebaixo, é a operação em que a fresa remove todo o material de uma área fechada até uma profundidade definida, sem atravessar a peça: a cava do puxador, o rasgo do fundo de gaveta, o rebaixo do espelho, o canal da fita de LED.
Contorno (profile)
Contorno é a operação em que a fresa ou o laser segue a linha da geometria — pela borda externa, para soltar a peça da chapa, ou pela interna, para abrir uma janela — deslocada meio diâmetro para o lado certo da linha, atravessando ou não o material.
Fresa de metal duro
Fresa de metal duro é a ferramenta de corte do router CNC feita de carboneto de tungstênio sinterizado: um material muito mais duro que o aço rápido, que aguenta a rotação de 18.000 a 24.000 RPM e o pó abrasivo do MDF sem perder o fio em poucas horas.
Fresa up-cut
Fresa up-cut é a fresa helicoidal cuja hélice puxa o cavaco para cima, para fora do corte, como uma broca: limpa bem o canal e fura sem entupir, mas tende a levantar e lascar a face de cima de MDF laminado e compensado.
Fresa down-cut
Fresa down-cut é a fresa helicoidal cuja hélice empurra o cavaco para baixo: a face de cima do MDF laminado sai sem lascar e a peça fica pressionada contra a mesa, mas o cavaco fica preso no canal e o fundo do corte passante pode lascar.
Fresa de compressão
Fresa de compressão é a fresa helicoidal que junta as duas hélices numa só: a ponta é up-cut e o resto é down-cut, então a face de baixo é empurrada para cima e a de cima para baixo. O MDF BP e o laminado saem sem lascar nas duas faces em uma passada, e é a fresa padrão do nesting.
Fresa O-flute (monocortante)
Fresa O-flute é a fresa de um corte só, com o canal do cavaco largo, redondo e polido: o cavaco sai inteiro e rápido, sem esquentar, e é por isso que ela corta acrílico sem derreter e alumínio e ACM sem empastar a fresa.
Fresa V (V-bit)
Fresa V é a fresa cônica com a ponta em ângulo — 60°, 90°, 120° ou 135° — que grava sulcos em V, faz chanfro na borda e abre o canal de dobra no ACM. A largura do sulco depende de quanto ela desce, então a mesma fresa faz linha fina e linha grossa.
Viruta (maravalha)
Na marcenaria, viruta — ou maravalha — é o fragmento ou a fita de madeira que se desprende quando a peça é desbastada ou aplainada por uma ferramenta de corte. É o cavaco da madeira: o que sai da plaina, da tupia, da fresa do router e da broca.
Efeito banana
Efeito banana é o nome que se dá, no chão de fábrica, à peça que sai do router CNC curvada no comprimento, como uma banana, em vez de reta. Aparece em peça longa e estreita — régua, travessa, lateral fina, friso — cortada de chapa de MDF, MDP ou compensado.
Lubrificação MQL (névoa de óleo)
Lubrificação MQL é a névoa fina de óleo de corte misturado com ar comprimido que um bico sopra na fresa enquanto ela usina alumínio: mililitros por hora, em vez do jorro de fluido refrigerante da usinagem pesada. Evita que o alumínio empaste no gume, esfria a fresa e sopra o cavaco para longe do corte.
Cone HSK-F63 e BT30
HSK-F63 e BT30 são padrões de cone de ferramenta para spindle com troca automática, alternativos ao ISO30: o BT30 é um cone longo como o ISO30, com outro flange e pino de retenção; o HSK-F63 é um cone curto e oco que apoia no cone e na face ao mesmo tempo, feito para alta rotação em madeira, plástico e alumínio.
Pull stud (pino de retenção)
Pull stud é o pino rosqueado no topo do cone ISO30 ou BT30 que as garras do spindle agarram para puxar o suporte de ferramenta para dentro: um pacote de molas prato mantém as garras puxando, e o ar comprimido empurra o conjunto para soltar. É o que segura a ferramenta durante o corte e a libera na troca automática.
Entrada em rampa e em hélice
Entrada em rampa é a forma de a fresa começar um pocket ou um contorno descendo inclinada, enquanto avança, em vez de furar reto para baixo; em hélice, ela desce girando num círculo. Alivia a ponta da fresa, que corta mal no centro, e evita a marca de mergulho e a queima em material denso.
Corte concordante e discordante
Corte concordante (climb) é quando a fresa gira no mesmo sentido em que avança e o dente entra grosso e sai fino; discordante (conventional) é o contrário, o dente entra raspando e sai grosso. No router de marcenaria o concordante é a regra: melhor acabamento em MDF e acrílico, menos calor e menos esforço.
Fresa de desbaste
Fresa de desbaste é a fresa que tira o grosso do material rápido, sem compromisso com o acabamento: tem o gume serrilhado (quebra-cavaco), que pica o cavaco em pedaços pequenos, corta com menos esforço e aceita passada funda e avanço alto. A parede sai riscada, e uma fresa de acabamento passa depois.
Broca para dobradiça (35 mm)
Broca para dobradiça é a broca de fundo plano, de 35 mm de diâmetro, que abre o furo cego onde encaixa o caneco da dobradiça de móvel. Tem uma ponta de centro, que guia a entrada, e dois riscadores na borda, que cortam a melamina antes do gume para o furo não lascar.
Fresa ball nose (ponta esférica)
Fresa ball nose é a fresa de topo com a ponta em meia esfera: em vez de fundo plano ela deixa um fundo côncavo, e é com ela que o router usina relevo 3D, canal arredondado e superfície curva, passando lado a lado em passadas estreitas até a forma aparecer.
Fresa para curvar MDF (ranhura)
Fresa para curvar MDF é a fresa de topo reto, fina, que abre no verso da chapa uma sequência de ranhuras paralelas, deixando só 2 a 3 mm de material na face: a chapa passa a dobrar por esses sulcos. É como se faz balcão curvo, coluna e revestimento arredondado em MDF comum, sem chapa flexível.
Fresa para canal lateral (disco de ranhura)
Fresa para canal lateral é a fresa em forma de disco na ponta de uma haste: gira na horizontal e corta pelo lado, abrindo um rasgo na borda da peça sem virá-la de pé. É a fresa do canal para lingueta de união, do encaixe macho e fêmea de lambri e painel, e do rasgo para vidro ou tela na borda de uma moldura.
Fresa para puxador cava
Fresa para puxador cava é a fresa de perfil que usina, na própria porta ou frente de gaveta, o rebaixo em que os dedos entram para puxar: o puxador vira parte do painel, sem peça metálica. O perfil da fresa é o desenho da cava, em rampa de 45°, em meia-cana ou em J.
Fresa para arredondar painel ripado
Fresa para arredondar painel ripado é a fresa de perfil que boleia as ripas do painel usinado em MDF: numa passada só abre o canal entre duas ripas e arredonda as duas quinas, uma de cada lado. É o que dá ao ripado fresado a aparência da ripa colada, sem a quina viva que lasca e que a tinta não cobre.
Fresa 30 graus
Fresa 30 graus é a fresa cônica de ponta fina, com 30° de abertura, para gravação de traço estreito e letra pequena: desce pouco e abre pouco, então o detalhe sai fino e o canto interno da letra fica quase vivo. É a fresa do texto miúdo em acrílico, MDF e placa de sinalização.
Fresa turbina (dente cruzado)
Fresa turbina é a fresa de dente cruzado: em vez de duas ou três hélices, o corpo é coberto por dezenas de dentes pequenos em losango, como uma lima rotativa. Ela não puxa nem empurra a chapa, então corta compensado, fenolite e fibra de vidro sem lascar a face nem descolar camada.
Broca passante
Broca passante é a broca de ponta em V, afiada em ângulo como a de metal, feita para o furo que atravessa a chapa de lado a lado: parafuso de união, passagem de cabo, ferragem fixada por trás. Quando a ponta chega ao outro lado, o V corta a melamina antes de romper, e o furo sai sem cratera na face de baixo.
Broca não passante (broca cega)
Broca não passante é a broca de fundo plano com ponta de centro e dois riscadores: fura até a profundidade programada e para, deixando o fundo reto e a borda do furo sem lascar. É a broca do furo de cavilha, do caneco do minifix e da furação de sistema 32, em que o furo não pode chegar à face aparente.
Fresa para ACM
Fresa para ACM é o par de fresas que a chapa composta pede no router: uma de um corte (O-flute), de 3 a 6 mm, para o contorno e o recorte, e uma cônica em V, de 90° ou 135°, para o canal por onde a chapa dobra. A “fresa de 45 graus” do balcão é a de 90°: 45° de cada lado da ponta.
Fresa para alumínio
Fresa para alumínio é a fresa de metal duro com um ou dois cortes, canal largo e gume polido, feita para o metal que solda no fio: o cavaco sai inteiro e rápido, antes de esquentar. No router ela corta chapa e letra caixa em passadas rasas; no centro de usinagem, com névoa de óleo, usina o perfil de esquadria.
Fresa para acrílico
Fresa para acrílico é a fresa de um corte com o canal polido, que tira cavaco grande e o joga fora antes de esquentar: o acrílico não chega a amolecer, e a borda sai lisa e translúcida em vez de branca e derretida. É a fresa da letra, do display e da peça em acrílico cast.
Fresa para chapa de sacrifício (fresa de facear)
Fresa para chapa de sacrifício é a fresa de facear: um corpo largo, de 25 a 80 mm de diâmetro, com pastilhas de metal duro na borda e altura útil de poucos milímetros, que raspa a face inteira da sacrifício em passadas sobrepostas e a deixa plana e paralela ao movimento do pórtico.
Chave ER32
Chave ER32 é a chave que aperta e solta a porca da pinça ER32, a porca de 50 mm de diâmetro na ponta do spindle ou do cone ISO30. Na porca com rasgos ela é uma chave de gancho, que abraça a porca e trava nos rasgos; na porca sextavada, uma chave de boca.
Chave ER25
Chave ER25 é a chave da porca da pinça ER25, a série abaixo da ER32: porca de 42 mm de diâmetro, para pinças que prendem haste de 1 a 16 mm. Aparece em spindle menor que o dos routers e não é intercambiável com a chave ER32.
Acionamento e movimento
O que move os eixos: servo, cremalheira, fuso, guia linear, redutor, inversor.
Servo motor
Servo motor é o motor de eixo que trabalha em malha fechada: um encoder na traseira informa a posição real a cada instante, e o drive corrige sozinho qualquer desvio — diferente do motor de passo, que só recebe ordem e não confere nada.
Cremalheira helicoidal
Cremalheira helicoidal é a barra dentada que, junto com o pinhão, move os eixos longos do router: os dentes são inclinados em vez de retos, o que mantém mais de um dente engrenado o tempo todo.
Fuso de esferas
Fuso de esferas é o parafuso que converte giro em movimento linear usando esferas recirculantes entre o eixo e a castanha, o que reduz o atrito e praticamente elimina a folga — no router CNC é o que aciona o eixo Z.
Guia linear
Guia linear é o trilho retificado sobre o qual os patins (blocos de esferas recirculantes) correm — é o que define por onde o pórtico anda e o que segura o esforço do corte para o lado e para cima.
Redutor planetário
Redutor planetário é a caixa de engrenagens entre o servo motor e o pinhão da cremalheira: divide a rotação e multiplica o torque, com folga angular muito baixa por causa da geometria de engrenagens satélites.
Inversor de frequência
Inversor de frequência é o equipamento que controla a rotação do spindle variando a frequência da energia que chega até ele — é o que permite programar 12.000 ou 24.000 RPM pelo comando, em vez de ligar e desligar.
Servo driver Leadshine
O servo driver é a eletrônica que comanda o servo motor: recebe do comando CNC a posição desejada, lê o encoder do motor e ajusta a corrente até a posição real bater com a pedida — a Leadshine é a fabricante usada nos eixos das máquinas Etools.
Soft starter (partida suave)
Soft starter é o dispositivo eletrônico que faz o motor principal partir em rampa, subindo a tensão aos poucos, em vez de arrancar direto na tensão cheia — evita o pico de corrente da partida.
Sensor de fim de curso
Sensor de fim de curso é o sensor instalado nas pontas de cada eixo que avisa o comando quando o pórtico ou o cabeçote chegou ao limite do curso: é ele que para a máquina antes de bater no batente mecânico e que marca o ponto zero na hora de referenciar.
Eixos X, Y e Z
Eixos X, Y e Z são as três direções em que o router CNC se move: X ao longo da mesa, Y na largura e Z para cima e para baixo. O curso de cada um é o que a ficha técnica chama de área de trabalho, e é o primeiro número a conferir contra a chapa que você corta.
4º eixo (eixo rotativo)
4º eixo é o eixo rotativo que gira a peça em torno do próprio comprimento enquanto X, Y e Z se movem: é o que permite usinar ou cortar um tubo em volta, uma coluna torneada ou uma peça cilíndrica sem tirar e recolocar na mesa a cada face.
Pórtico (gantry)
Pórtico é a ponte que atravessa a mesa do router CNC de um lado ao outro: uma viga apoiada em duas laterais, que corre ao longo do eixo mais comprido e carrega o carro do spindle. É a peça que mais define a rigidez da máquina, porque todo esforço de corte passa por ela.
Estrutura soldada e usinada
Estrutura soldada e usinada é a base da máquina: um chassi de aço em chapa grossa e tubo, soldado, aliviado de tensões e depois usinado de uma vez só num centro de portal, para as faces onde as guias assentam ficarem planas e paralelas em centésimos de milímetro. É o que faz o esquadro e a planeza durarem.
Eixo duplo do pórtico (dual drive)
Eixo duplo do pórtico é a configuração em que dois motores movem a ponte, um em cada lateral, sincronizados pelo comando como se fossem um eixo só: um é o mestre, o outro o escravo. Sem isso, um motor de um lado só torceria a viga a cada aceleração, e o pórtico sairia do esquadro.
Encoder
Encoder é o sensor na traseira do servo motor que conta a rotação do eixo e informa ao drive a posição real a cada instante: é ele que fecha a malha do servo. Sem encoder o motor só recebe ordem e não confere nada, que é o caso do motor de passo.
Castanha de esferas recirculantes
Castanha de esferas é a porca que corre sobre o fuso de esferas: dentro dela as esferas rolam entre a rosca do fuso e a da castanha e voltam por um canal de retorno, em circuito fechado. Pré-carregada, ela elimina a folga e transforma a rotação do motor em avanço sem escorregar.
5 eixos (A, B e C) e 3+1
5 eixos é a máquina que, além de X, Y e Z, inclina a ferramenta em duas rotações — A em torno de X, B em torno de Y, C em torno de Z — por um cabeçote bi-rotativo ou uma mesa articulada. 3+1 é o meio-termo: um 4º eixo que gira a peça para ângulos fixos entre um corte e outro, sem interpolar durante a usinagem.
Jerk (solavanco)
Jerk é a rapidez com que a aceleração muda — a terceira derivada da posição, em mm/s³. Aceleração que sobe de zero ao máximo de uma vez dá um tranco na estrutura; o comando limita o jerk para a aceleração crescer e cair suavemente, em curva S, e o pórtico entrar e sair de curva sem vibrar nem marcar a peça.
Ajuste PID dos servos (tuning)
Ajuste PID é a calibração dos três ganhos do drive do servo — proporcional, integral e derivativo — que definem como o motor reage à diferença entre onde está e onde deveria estar: ganho alto responde rápido mas oscila; baixo é estável mas atrasa. O tuning acha o ponto em que o eixo segue o programa sem tremer.
Patim (bloco da guia linear)
Patim é o bloco que corre sobre o trilho da guia linear levando o pórtico, o cabeçote ou o eixo Z: por dentro, fileiras de esferas de aço circulam entre o bloco e o trilho, e é nelas que o peso da máquina e a força do corte se apoiam.
Engrenagem helicoidal (pinhão)
Engrenagem helicoidal é a engrenagem de dentes inclinados em relação ao eixo. No router CNC ela é o pinhão: a engrenagem pequena na saída do redutor planetário que engrena na cremalheira e transforma o giro do servo motor em deslocamento do pórtico.
Pistão pneumático (cilindro pneumático)
Pistão pneumático (cilindro pneumático) é o atuador que transforma ar comprimido em movimento reto: o ar entra de um lado, empurra o êmbolo e a haste avança; entra do outro e ela recua. É o que sobe os pinos do esquadro, fecha a morsa, desce o rolo pressor e move tudo o que na máquina anda sem ser eixo.
Válvula solenoide
Válvula solenoide é a válvula acionada por uma bobina elétrica: o CLP ou o comando manda um sinal, a bobina puxa o carretel e o ar comprimido muda de caminho — enche um lado do cilindro e esvazia o outro. É a ligação entre a parte elétrica e a pneumática da máquina: todo movimento a ar passa por uma.
Fixação e mesa
Como a chapa fica presa enquanto a máquina corta.
Mesa de vácuo setorizada
Mesa de vácuo setorizada é a mesa dividida em áreas independentes, cada uma com sua válvula, para que o vácuo seja puxado só onde a chapa está em vez de na superfície inteira.
Bomba de vácuo de palheta
Bomba de vácuo de palheta é a bomba que gera a sucção da mesa: um rotor excêntrico com palhetas de grafite que deslizam e varrem o ar, funcionando a seco, sem óleo.
Bomba de vácuo Becker
Becker é a fabricante alemã de bombas de vácuo especificada nos modelos de topo da Etools: bomba de palheta a seco, sem óleo, escolhida quando a máquina vai puxar vácuo o turno inteiro, todo dia.
Ventosas de fixação
Ventosas são copos de vácuo individuais, posicionados na mesa, que prendem a peça pela área de contato do copo — usadas onde a mesa plana de vácuo não resolve.
Tabs (pontes segura-peça)
Tabs são pequenas pontes de material que o CAM deixa sem cortar ao longo do contorno, para a peça continuar presa à chapa até o fim da usinagem em vez de soltar e ser arremessada pela fresa. Depois saem na mão, com um golpe de formão ou uma lixada.
Bomba de vácuo de garra (claw)
Bomba de vácuo de garra é a bomba a seco em que dois rotores em forma de garra giram sem se tocar, comprimindo e expulsando o ar sem palheta nem óleo: sem peça de desgaste no contato, ela roda o turno inteiro por anos e é a escolha das células de nesting de grande porte e alta produção.
Mesa de fenolite (baquelite)
Mesa de fenolite é o tampo do router: uma placa de resina fenólica prensada, usinada com uma quadrícula de canais e furos por onde o vácuo passa, dividida em setores com válvula própria. Sobre ela vai a chapa de sacrifício, e é a planeza e a vedação dessa mesa que decidem se a chapa fica presa.
Chapa de sacrifício (spoilboard)
Chapa de sacrifício é a chapa de MDF cru, de 15 ou 18 mm, colocada sobre a mesa de vácuo para a fresa atravessar a peça sem tocar a mesa: o vácuo passa pelos poros dela e segura a chapa de cima, e a fresa entra nela alguns décimos no corte passante. Gasta, é aplainada e trocada — daí o nome.
Mesa de UHMW
Mesa de UHMW é o tampo de vácuo do router feito em polietileno de ultra alto peso molecular (UHMW-PE), um plástico de engenharia branco, liso e muito resistente a desgaste e a pancada. Recebe os mesmos canais e setores de vácuo da mesa de fenolite e não absorve água nem óleo.
Mesa de acrílico
Mesa de acrílico é o tampo ou gabarito de vácuo usinado em chapa de acrílico: os canais e furos de vácuo são fresados no próprio acrílico, que é plano de fábrica, fácil de usinar no router e transparente. É solução de máquina pequena e, principalmente, de gabarito para a peça que a mesa grande não prende.
Colagem de borda
A cola, os rolos e o que faz a fita ficar ou soltar depois de meses.
Rolo pressor
Rolo pressor é o rolete que aperta a peça contra a superfície de referência logo depois de uma operação — na coladeira, é o que prensa a fita de borda sobre a cola ainda quente; no router e no nesting, é o que mantém a chapa deitada durante o carregamento.
Cola EVA
EVA (etileno acetato de vinila) é a cola termofusível padrão da colagem de borda: derrete no tanque da coladeira, é aplicada quente sobre o painel e agarra ao esfriar — o processo é reversível, ela volta a derreter se for aquecida de novo.
Cola PUR
PUR é a cola de poliuretano reativo: aplicada quente como a EVA, mas depois cura reagindo com a umidade do ar e vira um polímero que não derrete mais — a colagem passa a resistir a calor e água.
Cola PO
PO é a cola termofusível de poliolefina: aplicada quente como a EVA e sem a cura química da PUR, ela fica entre as duas — segura mais calor e umidade que a EVA, sem exigir a rotina de purga que a PUR cobra.
Coleiro
Coleiro é o grupo da coladeira de borda que derrete a cola e a aplica no painel: reúne o reservatório aquecido, o controle de temperatura e o rolo que espalha a cola na espessura certa, logo antes de a fita encostar.
Colagem de fita em peças retas
Colagem de fita em peças retas é a colagem feita em linha: a peça encosta numa régua, atravessa os grupos em sequência — coleiro, rolos pressores, refilo, acabamento — e sai pelo outro lado. É assim que sai a borda da maioria das peças de um móvel.
Colagem de fita em peças curvas
Colagem de fita em peças curvas é a colagem em que quem conduz a peça pelo contorno é o operador, enquanto a máquina cuida do avanço, da temperatura da cola e do refilo. É o processo do que não passa na reta: tampo redondo, canto arredondado, porta com raio.
Tupia de entrada (pré-fresagem)
Tupia de entrada é o primeiro grupo da coladeira: duas fresas diamantadas que tiram 1 a 2 mm do topo da peça antes da cola, apagando o lascado e o desvio do corte de serra. A fita cola numa superfície nova, esquadrejada e lisa, e é isso que fecha a linha de cola.
Colagem a laser e ar quente (zero joint)
Colagem a laser ou a ar quente usa fita com uma camada funcional na parte de trás, da cor da fita, que é derretida por laser, ar quente ou plasma no lugar do adesivo. A linha de cola some — o zero joint — porque não há cola de outra cor entre a fita e o painel.
Guilhotina de fita
Guilhotina de fita é a navalha pneumática que corta a fita de borda no comprimento da peça, logo depois de o alimentador puxá-la da bobina: corta com sobra nas duas pontas, de propósito, para o aparador de topo acertar o comprimento depois.
Aparador de topo (destopador)
Aparador de topo é o grupo da coladeira que corta a sobra da fita nas duas pontas da peça: uma serra circular pequena, guiada por um apalpador que encosta na extremidade do painel, entra a 90° e deixa a fita rente ao início e ao fim da peça.
Refilador
Refilador é o grupo de duas fresas — uma em cima, outra embaixo — que tira a sobra da fita de borda na largura, deixando-a rente às faces do painel, com a quina reta ou com o raio da fita. É o que transforma a fita colada em borda pronta para a mão passar.
Arredondador de cantos
Arredondador de cantos é o grupo que dá acabamento na ponta da fita, onde ela encontra a fita do outro lado da peça: uma fresa pequena contorna o canto e arredonda o encontro das duas fitas, tirando a quina viva que sobra do aparador e do refilo.
Raspador de borda
Raspador de borda é a lâmina de perfil côncavo, com o raio da fita, que passa depois do refilador e tira as ondinhas que a fresa deixa na fita de PVC ou ABS, alisando a quina e apagando a marca do avanço. É o que faz a borda ficar lisa ao toque.
Raspador de cola
Raspador de cola é a lâmina plana que passa rente às duas faces do painel, junto da fita, e tira o fio de cola que escapou da junção na prensagem. Sem ele, o fio endurece e vira uma linha grossa e brilhante que a limpeza depois não tira.
Polidor (escovas)
Polidor é o último grupo da coladeira: dois discos de tecido ou sisal que giram inclinados contra a fita, um em cada face, lustrando a borda de PVC que o refilo e o raspador deixaram fosca e tirando o resíduo do spray de limpeza e da cola. A peça sai com a borda no brilho da fita nova.
Líquido antiaderente e de limpeza
Líquido antiaderente é o produto que a coladeira pulveriza nas faces do painel, junto da borda, antes da colagem: forma uma película que impede a cola que escapa de grudar na melamina. O líquido de limpeza, antes do polimento, dissolve o resíduo para os discos deixarem a borda limpa.
Porta-bobinas e alimentador de fita
Porta-bobinas é o prato giratório na entrada da coladeira onde a bobina de fita de borda fica montada e desenrola; o alimentador é o par de roletes que puxa a ponta da fita da bobina, sincronizado com a esteira, e a leva até a guilhotina e o coleiro no momento em que a peça chega.
Rolo aplicador e bico injetor de cola
Rolo aplicador e bico injetor são os dois jeitos de a coladeira colocar a cola no topo do painel: o rolo gira dentro do coleiro, sobe com uma camada de cola e a espalha no topo ao passar; o bico injeta a cola por uma fenda, sob pressão, em camada fina e fechada. O rolo é o padrão com EVA; o bico é comum com PUR.
Identificação de peças
Etiqueta, rastreio e como a peça certa chega na montagem certa.
Etiquetagem de peças
Etiquetagem é imprimir e aplicar uma etiqueta de identificação em cada peça cortada, para que ela chegue à montagem sabendo o que é, de que projeto veio e o que ainda falta fazer nela.
Etiquetadora no pórtico
Etiquetadora no pórtico é a impressora-aplicadora montada no próprio pórtico da máquina, que viaja junto com o cabeçote e cola a etiqueta na peça enquanto ela ainda está na mesa, na posição em que foi cortada.
Etiquetadora no lift
Etiquetadora no lift é a impressora-aplicadora instalada no lift carregador de chapas, que etiqueta a chapa durante o carregamento — antes do corte, e não depois.
Comando e programa
O comando CNC, a linguagem que ele lê e como o desenho vira movimento.
G-Code
G-Code é a linguagem que o comando CNC lê: uma lista de linhas em que cada uma diz para onde ir, com que velocidade e o que ligar — é o formato final em que todo desenho chega à máquina.
G0 e G1
G0 e G1 são os dois comandos de movimento do G-Code: G0 é o deslocamento rápido, com a ferramenta fora do material, e G1 é o movimento de trabalho, cortando, na velocidade de avanço programada.
Códigos G e M
Todo programa de router CNC se divide em dois tipos de instrução: o código G diz para onde a ferramenta vai e de que jeito, e o código M liga e desliga o que não é movimento — spindle, vácuo, troca de ferramenta e o fim do programa.
Comando Syntec
Syntec é o comando CNC de origem taiwanesa usado nos routers e centros de usinagem da Etools: é o computador industrial que lê o G-Code, comanda os servos e o spindle e mostra ao operador o que está acontecendo.
Nesting
Nesting é o método de produzir móveis cortando a chapa inteira no router CNC, com as peças distribuídas pelo software para aproveitar o máximo do material e já sair com furos, cavas e rebaixos prontos.
Comando Cypcut
Comando Cypcut é o software de controle de corte a laser da Friendess (FSCUT), o mais difundido nas máquinas fiber: ele importa o desenho, encaixa as peças na chapa (nesting), guarda a regulagem de corte por material e espessura e comanda o cabeçote, o gás e a fonte durante o corte.
Zero peça (work zero)
Zero peça é o ponto da mesa onde o desenho começa: a coordenada 0,0,0 do programa. Tudo o que o CAM gerou é medido a partir dele, então é onde a chapa precisa estar encostada para o corte cair no lugar certo.
Zero máquina (homing)
Zero máquina é a posição de referência absoluta da máquina, no fim de curso de cada eixo: ao ligar, o comando move os eixos até o sensor de referência e a partir dali sabe onde está. É o homing, o primeiro movimento de todo turno.
Compensação de raio (G41 / G42)
Compensação de raio é o ajuste em que o comando desloca a trajetória em metade do diâmetro da fresa, para o corte cair na linha do desenho e não no centro da ferramenta: G41 desloca para a esquerda do percurso, G42 para a direita, G40 desliga.
Lead-in e lead-out
Lead-in é o trecho de entrada que o CAM acrescenta fora da geometria da peça, onde a ferramenta ou o laser começa o corte; lead-out é a saída, no fim. Servem para a marca de início e de fim não ficar na borda da peça.
CAD
CAD é o programa em que a peça é desenhada — em 2D, como o contorno e os furos de um painel, ou em 3D, como o modelo de um móvel inteiro. O desenho do CAD é o que o CAM transforma em percurso de máquina; a máquina nunca lê o CAD diretamente.
CAM
CAM é o programa que transforma o desenho em percurso de máquina: escolhe a fresa, a profundidade, a ordem e a velocidade de cada operação, e escreve o G-code que o comando executa. É a ponte entre o desenho e a máquina.
Otimizador de corte (nesting optimizer)
Otimizador de corte é o algoritmo que arruma as peças de um pedido dentro das chapas para sobrar o mínimo de retalho, respeitando o sentido do veio e a distância entre peças. Ele gera o plano de corte que vira o programa do router nesting ou da seccionadora.
RTCP (ponto central da ferramenta)
RTCP é a função do comando de 5 eixos que mantém a ponta da fresa no ponto programado quando o cabeçote inclina: ao girar A ou B, a ponta descreveria um arco e sairia do lugar, e o comando move X, Y e Z em tempo real para compensar. Sem RTCP o programa precisaria conhecer a geometria exata do cabeçote.
G02 e G03 (interpolação circular)
G02 e G03 são os comandos do G-code que fazem a ferramenta descrever um arco: G02 no sentido horário, G03 no anti-horário, com o ponto final e o centro (I e J) ou o raio (R) na mesma linha. O comando calcula a curva e move os dois eixos juntos, sem quebrar o arco em retinhas.
G28 e G53 (retorno à referência)
G28 e G53 são os comandos que movem a máquina em coordenadas de máquina, e não da peça: G28 leva os eixos ao ponto de referência (o zero máquina), e G53 vai a uma posição absoluta da máquina, ignorando o zero peça. Servem para a troca de ferramenta, a posição de descarga e o estacionamento seguro do pórtico.
G43 (compensação de comprimento)
G43 é o comando que aplica ao eixo Z o comprimento da ferramenta cadastrado na tabela do comando — o valor que o probe mediu: `G43 H5` desloca o Z pelo comprimento da ferramenta 5, e a profundidade programada passa a ser a da ponta da fresa, seja ela curta ou comprida. G49 cancela.
Plano de segurança (retract height)
Plano de segurança é a altura em Z, acima da peça, em que a ferramenta se desloca em G0 entre um corte e outro: alta o bastante para passar por cima de grampos, batentes e peças já cortadas que levantaram, e baixa o bastante para não perder tempo subindo e descendo a cada furo. É um parâmetro do CAM.
Promob (Plus, Start, Builder e Cut Pro)
Promob é o software de projeto de móveis mais usado no Brasil: o Plus e o Start desenham o ambiente e o móvel em 3D; o Builder é o módulo de engenharia que coloca furação, ferragem, folga e regra de montagem em cada peça; o Cut Pro gera o plano de corte e o nesting. Dele saem a lista de peças e o programa da máquina.
Corte Certo e OptiCut (plano de corte)
Corte Certo e OptiCut são otimizadores de plano de corte independentes do software de projeto: recebem a lista de peças e devolvem como cortá-las da chapa ou da barra com a menor sobra. Em 2D (MDF, vidro, ACM) alimentam a seccionadora e o router; em 1D (perfil, tubo, madeira) alimentam o centro de corte.
Pós-processador (post-processor)
Pós-processador é o tradutor no fim do CAM: pega o percurso genérico calculado na tela e escreve o G-code com a sintaxe, os códigos e a ordem que o comando daquela máquina entende. Cada comando tem o seu — Syntec, Fanuc, Siemens, Weihong, RichAuto, Mach3 —, e o programa gerado para um não roda no outro.
Macro de usinagem
Macro de usinagem é um bloco de programa pronto, com variáveis, que repete uma geometria comum a partir de poucos dados: o furo de dobradiça de caneco de 35 mm, o par de furos de cavilha, o rebaixo de fechadura. O software ou o comando guarda a macro, e cada uso só informa posição e medida.
Parametrização de peças
Parametrização de peças é modelar com regras em vez de posições fixas: a dobradiça fica a 100 mm de cada extremidade e mais uma a cada 600 mm, a corrediça a 37 mm da frente, o fundo rebaixado a 10 mm. Muda a largura ou a altura da peça no projeto, e as usinagens se reposicionam sozinhas.
DXF por camadas (layers)
DXF por camadas é a convenção em que o desenho 2D chega ao CAM com cada operação numa camada de nome padronizado — CONTORNO, FRESA_6_PROF_10, FURO_8_PROF_12 —, e o CAM lê o nome e aplica ferramenta, profundidade e operação sozinho. É como o desenho de outro software vira programa sem reprogramar peça a peça.
MPR, CIX, BAN e XML (formatos de usinagem)
MPR, CIX, BAN e XML são formatos em que cada peça leva o próprio programa de usinagem: MPR é o do woodWOP da Homag, CIX e CID são da Biesse, BAN vem do Xilog da SCM, e XML é o formato aberto dos softwares brasileiros. O centro de furação lê o arquivo da peça pelo código de barras e fura sem ninguém programar.
Integração com ERP e MES (XML e CSV)
Integração com ERP e MES é a troca de arquivos XML ou CSV entre a gestão da fábrica e a produção: o ERP manda a ordem de corte com as peças, as medidas e a fita de cada face; a máquina e o software de produção devolvem o que foi cortado, quando e com que aproveitamento. É o dado que fecha o custo do pedido.
Realidade aumentada na marcenaria
Realidade aumentada na marcenaria é mostrar o móvel projetado por cima da imagem real, na tela do celular ou do tablet apontado para o ambiente: o cliente vê o armário na parede dele antes de a chapa ser cortada, o montador vê onde cada módulo entra e o técnico vê o que o operador está vendo na máquina.
CLP (controlador lógico programável)
CLP (controlador lógico programável) é o computador industrial que liga e desliga cada parte da máquina na ordem certa: lê os sensores, aciona válvulas, motores e inversores e trava o ciclo quando algo sai do lugar. Na coladeira de borda ele é o cérebro; no router, trabalha ao lado do comando CNC.
IHM (interface homem-máquina)
IHM (interface homem-máquina) é a tela e os botões pelos quais o operador conversa com o CLP da máquina: vê o estado de cada grupo, ajusta temperatura da cola, velocidade e tempos, e lê o alarme quando a máquina para. Na coladeira e na furadeira ela é o painel inteiro; no router, é a tela do comando CNC.
Precisão e medição
Os números da ficha técnica que dizem o que sai da máquina.
Repetibilidade
Repetibilidade é o quanto a máquina volta ao mesmo ponto quando recebe o mesmo comando várias vezes; precisão de posicionamento é outra coisa — é o quanto o ponto onde ela chega corresponde ao que foi pedido.
Probe (sensor de ferramenta)
Probe é o apalpador fixo na mesa que mede o comprimento de cada ferramenta: a fresa desce até encostar no sensor, o comando grava a altura e passa a saber exatamente onde fica a ponta. É o que faz o furo sair na mesma profundidade com qualquer fresa ou broca.
Avanço de corte (feed rate)
Avanço de corte é a velocidade com que a fresa anda dentro do material, em mm/min ou m/min — a velocidade de trabalho em G1 da ficha técnica. Junto com a rotação e o número de cortes da fresa, ele define quanto material cada dente tira por volta, e é a regulagem que mais muda acabamento, vida da fresa e tempo de ciclo.
Stepover (passada lateral)
Stepover é a distância entre uma passada da fresa e a seguinte quando ela varre uma área — o rebaixo, o desbaste de um relevo, o aplainamento da mesa de sacrifício. É dado em porcentagem do diâmetro da fresa: 40% deixa o fundo liso; 80% é rápido e deixa listras.
Stepdown (profundidade por passada)
Stepdown é quanto a fresa desce por passada quando o corte é feito em camadas: em vez de atravessar os 18 mm de uma vez, o CAM divide em duas ou três descidas. Quanto maior o stepdown, mais rápido o ciclo e mais esforço no spindle, na fresa e na fixação.
Chip load (cavaco por dente)
Chip load é a espessura do cavaco que cada corte da fresa tira por volta: o avanço dividido pela rotação e pelo número de cortes. É o número que o fabricante da fresa publica, e a partir dele se acha o avanço certo para cada fresa, rotação e material.
Tolerância dimensional e retilinidade
Tolerância dimensional é o quanto a medida real pode diferir da do desenho; retilinidade é o quanto uma aresta ou face pode se afastar de uma linha reta. Na esquadria as duas decidem se a folha veda: perfil fora da tolerância ou torto não encosta na borracha por igual, e entra ar e água.
Backlash (folga mecânica)
Backlash é a folga entre as peças que transmitem o movimento — dente de pinhão com cremalheira, esfera com castanha do fuso, engrenagem do redutor — que aparece quando o eixo inverte o sentido: o motor gira, mas a mesa só anda depois de vencer o vazio. Sai na peça como erro na medida a cada reversão.
Relógio comparador
Relógio comparador é o instrumento de ponteiro que mede deslocamento pequeno — centésimos ou milésimos de milímetro — com uma haste que encosta na peça e uma base magnética que o fixa na máquina. É com ele que se mede backlash, alinhamento de guia, planeza da mesa, esquadro do pórtico e runout do spindle.
Esquadro de granito e bloco padrão
Esquadro de granito e bloco padrão são referências geométricas de precisão — um L ou um bloco de granito preto lapidado, plano e perpendicular em milésimos de milímetro — para aferir a máquina: apoiados na mesa, servem de linha reta e de 90° contra os quais o relógio comparador mede o pórtico e os eixos.
Runout do spindle (desvio radial)
Runout é o quanto a ponta da ferramenta gira fora de centro: a soma da excentricidade do cone do spindle, do suporte, da pinça e da própria fresa, medida com relógio apalpador. Alguns milésimos são normais; centésimos aparecem como parede rugosa, diâmetro maior que a fresa e fresa fina quebrando.
Instalação e segurança
O que a máquina exige do galpão e o que a norma exige da máquina.
Coletor de pó
Coletor de pó é o conjunto de exaustão que puxa o cavaco pelo bocal em volta da fresa e o leva até um filtro ou saco — no router CNC ele é parte da máquina, não acessório.
NR-12
NR-12 é a norma regulamentadora brasileira de segurança em máquinas e equipamentos: define proteções, dispositivos de parada e procedimentos que a máquina e a instalação precisam ter para operar legalmente.
Ar condicionado para painel elétrico
É a unidade de climatização acoplada ao painel elétrico da máquina, que mantém a temperatura interna dentro da faixa de trabalho do inversor, dos drivers e do comando — com o painel fechado, sem trocar ar com o galpão.
Chiller
Chiller é o refrigerador de água que mantém na temperatura certa o que esquenta trabalhando o turno inteiro — o spindle refrigerado a água da Linha Hybrid e a fonte de laser das máquinas de solda e de corte fiber — circulando água gelada em circuito fechado.
Compressor de ar comprimido
Compressor de ar é o que alimenta tudo o que na máquina é pneumático: o esquadro que encosta a chapa, a troca de ferramentas, os apalpadores da coladeira, a morsa do centro de perfis e o sopro do cabeçote do laser. A ficha pede pressão em bar e vazão em litros por minuto, e os dois precisam sobrar.
Secador de ar comprimido
Secador de ar comprimido é o equipamento depois do compressor que resfria o ar e condensa a umidade antes de ela chegar na máquina. Ar sem secador carrega água: ela oxida cilindros e válvulas, contamina a lente do laser e a cola da coladeira, e é a causa mais comum de pneumática falhando em máquina nova.
Rede trifásica (220 V / 380 V)
Rede trifásica é a alimentação em três fases que o motor e o inversor das máquinas industriais pedem: 220 V ou 380 V entre fases, conforme a região. Router de 9 kW, centro de usinagem, fiber laser e centro de perfis são trifásicos; só as menores, como a solda SFE de 1500 e 2000 W, ligam em 220 V monofásico.
EPI (equipamento de proteção individual)
EPI é o que o operador usa no corpo para se proteger do que a máquina não elimina: óculos com filtro para o laser, protetor auricular contra a bomba de vácuo e o spindle, máscara contra o pó fino do MDF, calçado de segurança e luva térmica no coleiro. A NR-6 obriga o empregador a fornecer e o operador a usar.
Óculos para laser
Óculos para laser são óculos com filtro para o comprimento de onda do laser da máquina — 1080 nm na solda a laser SFE —, marcado no próprio óculos. É o único EPI que protege o olho do feixe e do reflexo dele na chapa, e vale para o operador e para quem estiver dentro da área delimitada.
Respirador para fumos metálicos
Respirador para fumos metálicos é a peça facial que filtra o vapor de metal que a solda levanta. Na solda a laser, sem eletrodo nem fluxo, a fumaça despenca, mas o metal ainda vira vapor no ponto da solda — mais no galvanizado e na limpeza de tinta —, e o respirador entra junto com a exaustão na bancada.
Protetor auricular
Protetor auricular é o EPI que reduz o ruído que chega ao ouvido, de inserção (plug) ou tipo concha. Qual usar depende do ruído medido no posto e registrado no PGR da empresa — e não só do barulho que a máquina principal faz.
Luvas de raspa
Luvas de raspa são luvas de couro, de cano longo, que o soldador usa contra calor, rebarba e reflexo. Na solda a laser a peça sai quente da solda, a chapa cortada tem rebarba e o reflexo do feixe queima a pele — e o cano longo cobre o pulso, que fica exposto entre a luva e a manga.
Esteira porta-cabos (drag chain)
Esteira porta-cabos é a corrente articulada, de plástico ou metal, que acompanha o pórtico e o carro do spindle levando dentro dela os cabos de potência e de sinal, as mangueiras de ar e de vácuo e a tubulação de lubrificação, para nada enroscar, dobrar em raio pequeno ou ser esmagado com a máquina em movimento.
Torre luminosa (andon)
Torre luminosa é a coluna de luzes no alto da máquina que mostra de longe o estado dela: verde produzindo, amarela parada esperando alguém (fim de programa, troca de chapa, ferramenta), vermelha em alarme ou emergência. É o andon da manufatura enxuta aplicado ao router e à coladeira.
Capela de aspiração (bocal com cerdas)
Capela de aspiração é a carenagem que envolve a ponta do spindle, com cerdas flexíveis em volta que encostam na chapa, ligada por mangueira ao coletor de pó: o pó e o cavaco são puxados na saída da fresa, antes de se espalhar pela mesa e pelo galpão.
Compressor de parafuso
Compressor de parafuso é o compressor de ar que comprime com dois rotores helicoidais girando um contra o outro, em vez de pistão subindo e descendo: entrega ar contínuo, sem pulsar, e foi feito para trabalhar o turno inteiro ligado — o regime que o compressor de pistão não aguenta.
Filtro regulador de ar
Filtro regulador é o conjunto na entrada de ar da máquina que limpa o ar comprimido (retém água, óleo e partícula) e fixa a pressão de trabalho, em geral entre 6 e 8 bar, independentemente de quanto o compressor está mandando. É a primeira peça pneumática da máquina e a que mais protege as outras.
Pulmão de ar (reservatório de ar comprimido)
Pulmão de ar é o reservatório de ar comprimido — o tanque do compressor ou um tanque auxiliar perto da máquina — que acumula ar em pressão para dar conta dos picos de consumo: quando vários cilindros acionam ao mesmo tempo, quem responde é o volume guardado no pulmão, não o compressor.
Corte e solda a laser
Fonte, cabeçote, gás, foco e o que cada regulagem faz na borda da chapa.
Cabeçote de corte a laser
Cabeçote de corte a laser é a peça que fica na ponta do pórtico da fiber laser: recebe o feixe pelo cabo de fibra, concentra ele num ponto do tamanho de um fio de cabelo sobre a chapa e sopra o gás de corte pelo bico, em volta do feixe. É o equivalente do spindle no router.
Fonte laser fiber
Fonte laser fiber é o gerador do feixe da máquina de corte ou de solda a laser: um gabinete onde diodos bombeiam luz numa fibra óptica dopada, que a transforma em laser, e um cabo de fibra leva o feixe até o cabeçote. A potência dela, em kW, é o número que diz o que a máquina corta.
Laser CO2
Laser CO2 é o laser gerado num tubo de vidro selado com mistura de gás carbônico, excitado por alta tensão, com comprimento de onda de 10,6 µm. É o laser dos materiais orgânicos e plásticos — acrílico, MDF, madeira, couro, tecido, papel — e não corta metal, que reflete esse comprimento de onda.
Lente de foco
Lente de foco é a lente do cabeçote que concentra o feixe do laser num ponto de décimos de milímetro sobre a chapa: é nesse ponto, o spot, que a energia fica densa o bastante para derreter e vaporizar o metal. A distância focal da lente — F150, F200 — define o tamanho do spot e a profundidade em que ele age.
Ponto focal (posição do foco)
Ponto focal é a altura em que o feixe do laser está mais concentrado — e a regulagem que diz onde ele fica em relação à chapa: no foco zero, na face; positivo, acima dela; negativo, dentro. Cada material e espessura pede uma posição, e é isso que o foco motorizado do cabeçote acerta sozinho.
Colimador
Colimador é a lente na entrada do cabeçote que pega o feixe divergente que sai da ponta da fibra e o torna paralelo — um cilindro de luz de uns 20 mm — para a lente de foco depois concentrar num ponto. Sem ele o feixe se abriria e a lente de foco não teria o que focar.
Gás de assistência (O2, N2, ar comprimido)
Gás de assistência é o gás que o bico sopra em volta do feixe durante o corte a laser: oxigênio para o aço carbono, que reage e ajuda a queimar; nitrogênio para o inox e o alumínio, que só expulsa o metal fundido e deixa a borda limpa; ar comprimido para chapa fina em que o custo importa mais que o acabamento.
Bico de corte (nozzle)
Bico de corte é a ponta de cobre rosqueada no cabeçote por onde saem o feixe e o gás de assistência: o diâmetro do furo — 1,0 a 4,0 mm — e o formato, simples ou duplo, definem como o gás entra na fenda e são trocados conforme material, espessura e gás. É o consumível mais barato e mais trocado do fiber laser.
Sensor de altura capacitivo
Sensor de altura capacitivo é o sistema que mantém o bico do fiber laser à distância certa da chapa — em geral 0,5 a 1,5 mm — medindo a capacitância entre o bico e o metal e corrigindo o eixo Z em tempo real. A chapa empenada ou ondulada é acompanhada, e o corte sai igual de um canto ao outro da mesa.
Kerf (largura do corte)
Kerf é a largura da fenda que o laser abre na chapa — o material que vira vapor e respingo: uns 0,1 a 0,3 mm no fiber, 0,2 a 0,5 mm no CO2, mais na chapa grossa. É o diâmetro da ferramenta do laser: o programa desloca o percurso em meio kerf para a peça sair na medida do desenho.
Piercing (perfuração inicial)
Piercing é o furo que o laser faz para atravessar a chapa antes de começar a andar no contorno: o feixe fica parado num ponto, com potência e gás próprios, até vazar o metal. É a etapa mais violenta do corte — respinga, esquenta e gasta lente — e por isso acontece no lead-in, fora da peça.
Frequência de pulso e duty cycle
Frequência de pulso e duty cycle modulam o feixe: a frequência é quantas vezes por segundo o laser liga e desliga (Hz), e o duty cycle é a fração do tempo em que fica ligado (%). A 100% o feixe é contínuo; abaixo disso, pulsado, e a chapa recebe menos calor médio com a mesma potência de pico.
ZTA (zona termicamente afetada)
ZTA é a faixa de metal ao lado do corte ou da solda que não derreteu, mas aqueceu o bastante para mudar de estrutura: fica mais dura ou mais mole, muda de cor e pode empenar. No fiber laser ela tem décimos de milímetro, e é por isso que o laser deixa a chapa mais plana e a borda mais fácil de usinar que o plasma.
Escória (dross)
Escória é o metal fundido que o gás de assistência não conseguiu expulsar da fenda e solidificou grudado na borda inferior do corte — a rebarba do laser. Corte bem regulado não tem; quando aparece, é sintoma de gás, foco, bico ou velocidade fora do ponto.
Mesa intercambiável (shuttle table)
Mesa intercambiável é o sistema de duas mesas do fiber laser que se alternam: enquanto uma está dentro da máquina cortando, a outra fica do lado de fora para o operador descarregar as peças e colocar a próxima chapa. Ao terminar o programa, as mesas trocam de lugar em menos de um minuto, e a máquina volta a cortar.
Materiais
O que entra na máquina — painel, chapa, metal — e o que cada um pede de ferramenta, regulagem e acabamento.
Valchromat
Valchromat é um painel de fibras de madeira colorido na massa: o corante entra na fibra antes da prensagem e a cor atravessa a chapa inteira. Fabricado em Portugal pela Investwood, é mais denso que o MDF comum e corta no router CNC sem esfarelar — rebaixo, chanfro e borda saem da cor da face.
MDF
MDF é o painel de fibra de madeira de média densidade: a madeira é desfibrada, misturada com resina e prensada a quente numa chapa homogênea, sem veio e sem nó, com 650 a 800 kg/m³. É o painel que a marcenaria mais usa, e o que melhor aceita a fresa do router CNC — corta, fura, rebaixa e faz relevo em qualquer direção.
MDP
MDP é o painel de partículas de média densidade: lascas de madeira com resina, prensadas em três camadas — partícula grossa no miolo, fina nas duas faces. É o painel do móvel plano seriado (lateral, prateleira, tampo, porta reta), mais barato e mais leve que o MDF, e o que a coladeira de borda e a furadeira mais veem.
Compensado (plywood)
Compensado, ou plywood, é o painel feito de lâminas de madeira coladas em número ímpar, cada uma com o veio cruzado a 90° em relação à vizinha. O cruzamento é o que dá a resistência: ele aguenta mais carga e parafuso que o MDF com o mesmo peso, e por isso é o painel da estrutura — sofá, cama, caixa, base de tampo.
Compensado naval
Compensado naval é o compensado colado com resina fenólica, que não solta com umidade: as lâminas continuam grudadas depois de molhar e secar. É o painel da peça que vai ver água — banheiro, área externa, barco pequeno, forma de concreto — e da mesa de sacrifício do router CNC.
Compensado naval com melamina
Compensado naval com melamina é o compensado de cola fenólica que já sai da fábrica com papel melamínico prensado na face. Junta o miolo que não descola com umidade à face pronta do painel BP: não pinta, não lamina, limpa com pano. É o painel do móvel de área úmida e do interior de baú, trailer e barco.
Formicado
Formicado é o painel — compensado, MDF ou MDP — que recebeu uma folha de laminado de alta pressão colada na face. O nome vem de Fórmica, a marca que virou sinônimo do laminado. A folha é mais grossa e mais dura que a melamina do painel BP, e aguenta mais risco, pancada e limpeza pesada.
Teca
Teca é a madeira da Tectona grandis, uma árvore asiática plantada no Brasil em Mato Grosso e no Pará. Tem óleo natural e sílica na fibra, e é isso que a faz durar ao ar livre e na água sem tratamento — deck de barco, móvel de jardim, esquadria — e também o que desgasta a fresa e atrapalha a cola.
PVC expandido
PVC expandido é a placa de PVC com o miolo espumado: leve (500 a 700 kg/m³), rígida, lisa nas duas faces, que corta no router CNC com borda limpa e não absorve água. É a chapa da comunicação visual — placa, letra caixa, expositor, stand — e da peça que vai ficar em ambiente molhado sem ser madeira.
ACM
ACM é o painel de alumínio composto: duas lâminas finas de alumínio pintado, de 0,2 a 0,5 mm, coladas num miolo de polietileno, em chapas de 3 ou 4 mm. É a chapa da fachada, do totem e da letra caixa: plana, leve e rígida, corta no router CNC e dobra na mão depois de uma fresa em V que rebaixa até a lâmina de baixo.
Acrílico
Acrílico é a chapa de PMMA, o plástico transparente da comunicação visual e do display: passa mais luz que o vidro, pesa metade e não estilhaça. Corta no router CNC com fresa de um corte e no laser CO2 com a borda já polida; o fiber laser não corta. Vem fundido ou extrudado, e a diferença muda o corte.
PS (poliestireno)
PS é a chapa de poliestireno, o plástico mais barato da comunicação visual: placa, fundo de letreiro, display de ponto de venda, peça termoformada. Vem em 0,5 a 5 mm, branco (alto impacto) ou cristal, corta no router CNC e no laser CO2, e aceita impressão e adesivo — mas empena ao sol e amarela com o tempo.
Alumínio
Alumínio é o metal leve da esquadria, da fachada, da letra caixa e da peça de máquina: um terço do peso do aço, não enferruja e chega à fábrica como perfil ou chapa. Corta no fiber laser com nitrogênio, usina no router CNC com fresa própria e corta a 45° na serra — cada forma pede uma máquina e uma liga.
Aço carbono
Aço carbono é o aço comum da serralheria e da metalúrgica: ferro com uma pequena parte de carbono, sem liga, barato e fácil de cortar, dobrar e soldar. Chega em chapa, tubo e perfil; enferruja se ficar nu, por isso vai pintado ou galvanizado. No fiber laser corta com oxigênio até 20 mm na Fiber EF 3015N.
Aço inox
Aço inox é o aço com cromo — pelo menos 10,5% — que forma sozinho uma camada de óxido invisível e não enferruja. É o metal da cozinha industrial, da serralheria de alto padrão e da letra caixa. No fiber laser corta com nitrogênio, borda limpa, até 12 mm na EF 3015N; na solda a laser é o material que melhor solda.
Chapa galvanizada
Chapa galvanizada é a chapa de aço carbono coberta por uma camada de zinco, que segura a ferrugem. É a chapa da calha, do duto, do gabinete e da lateral da letra caixa. Corta no fiber laser como o aço carbono e solda na SFE, com cuidado com o zinco, que evapora no calor.
Latão
Latão é a liga de cobre e zinco, de cor dourada: o metal da placa de homenagem, do troféu, da letra caixa de fachada, do puxador e da peça de decoração. Corta no fiber laser com nitrogênio ou ar, até 6 mm na Fiber EF 3015N, e solda na solda a laser SFE 2000W e 3000W — a 1500W não solda latão.
Fita de borda (PVC, ABS, melamínica, madeira)
Fita de borda é o revestimento que cobre o topo do painel de MDF ou MDP depois do corte: uma tira de PVC, ABS, melamina ou lâmina de madeira, na cor do painel, colada pela coladeira. É o que esconde o miolo, protege o topo de umidade e batida e dá o acabamento que define se o móvel parece de fábrica ou de improviso.
Perfil extrudado de alumínio
Perfil extrudado de alumínio é a barra com seção fixa — tubular, em L, em U ou com câmaras e encaixes — feita forçando o alumínio aquecido por uma matriz, vendida em barras de 6 m. É a matéria-prima da esquadria: montante, travessa, marco e folha da janela, da porta e da fachada.
Aplicações por segmento
O que a marcenaria, a comunicação visual e a esquadria fazem com a máquina: furação de sistema, dobra de ACM, letra caixa, corte a 45°.
Laminação e post-forming
Laminação é revestir o painel de MDF ou MDP com laminado de alta pressão (o laminado tipo fórmica) ou melamina; post-forming é o processo em que esse laminado é aquecido e curvado sobre a borda arredondada do painel, cobrindo face e topo numa peça só, sem fita de borda nem emenda.
Sistema 32 (furação 32 mm)
Sistema 32 é o padrão de furação em que os furos das laterais do móvel ficam em fileiras a 32 mm um do outro, com 5 mm de diâmetro e a fileira a 37 mm da borda frontal. Dobradiça, corrediça e suporte de prateleira foram desenhados para cair nesses furos, e o mesmo painel serve para qualquer configuração.
Minifix, Rafix e cavilha
Minifix, Rafix e Girofix são conectores de montagem rápida e oculta: um tambor excêntrico embutido na face do painel gira e trava um pino no topo do painel vizinho, juntando as peças a 90° sem parafuso aparente. A cavilha é o pino de madeira que alinha as peças. Todos dependem de furos na posição e profundidade certas.
Dispositivo VB
Dispositivo VB é o conector de montagem da Hettich (VB 35 e VB 36) que une duas peças do móvel com furos rasos só na face da chapa, de 20 ou 25 mm de diâmetro, sem furo no topo. É muito usado no corpo de cozinha e no móvel montado no local.
Furo simples
Furo simples é a furação de um furo só por ciclo, no topo ou na face da chapa, na posição e na profundidade ajustadas uma vez na máquina. É o furo de parafuso de montagem, de pino e de ferragem que pede um ponto, não uma fileira.
Furação para dobradiça caneco
Furação para dobradiça caneco é o furo cego de 35 mm aberto na face da porta para receber o caneco da dobradiça de móvel, sempre na mesma distância da borda. É essa distância que faz a porta fechar alinhada com o vão.
Furação para dispositivo VB
Furação para dispositivo VB é o furo na face da chapa que recebe o dispositivo de montagem VB, a ferragem que une duas peças do móvel por dentro. O furo precisa ter a mesma medida e a mesma posição em todas as peças para o dispositivo encaixar sem folga.
Furação tripla
Furação tripla é a função da furadeira que faz três furos de uma vez, num só ciclo, com o espaçamento entre eles ajustado na máquina. Na Easy Drill 6 o espaçamento do furo central vai de 24 a 38 mm.
Rasgos laterais
Rasgos laterais são os rasgos alongados abertos no topo da chapa — na espessura, não na face — para encaixe e ferragem embutida. Na Easy Drill 6 o rasgo vai até 100 mm de comprimento, 8 a 12 mm de largura e 15 mm de profundidade.
Entalhe para puxador
Entalhe para puxador é o rebaixo aberto na borda da porta ou da frente de gaveta para receber o puxador embutido. O entalhe precisa sair na mesma medida e na mesma posição em todas as frentes para os puxadores ficarem alinhados no móvel montado.
Furação para cavilha
Furação para cavilha é o par de furos, um em cada peça, que recebe a cavilha de madeira na junta do móvel. Os dois furos precisam estar no mesmo eixo para a cavilha entrar justa e as peças fecharem alinhadas.
Rebaixo para fita de LED
Rebaixo para fita de LED é o canal fresado na prateleira, no painel ou no nicho do móvel para embutir o perfil de alumínio da fita de LED, deixando a luz rente à superfície. No router e no centro de usinagem é um pocket estreito e comprido, na largura e na profundidade do perfil, feito no mesmo programa da peça.
Fresamento em V no ACM (V-groove)
Fresamento em V é o canal em ângulo que o router faz atrás da placa de ACM, removendo a lâmina traseira e o núcleo até sobrar só a lâmina da frente. A placa dobra na mão ao longo do canal — a 90° com fresa de 90°, em ângulo obtuso com a de 135° — e vira caixa, totem ou revestimento sem solda nem emenda.
Letra caixa (frontlit e backlit)
Letra caixa é a letra em volume da fachada: uma face recortada em acrílico, ACM, inox ou galvanizado e uma lateral dobrada em tira de alumínio ou aço, formando uma caixa com fita de LED dentro. Frontlit ilumina pela face translúcida; backlit ilumina por trás, refletindo na parede.
Borda polida a laser (flame polished)
Borda polida a laser é o acabamento que o laser CO2 deixa na borda do acrílico quando corta com velocidade, potência e foco certos: o material funde e ressolidifica liso e transparente, como vidro, sem o polimento que o corte no router ou na serra exige.
Gravação a laser (raster e vetorial)
Gravação a laser é a marcação da superfície sem atravessar o material: em raster o feixe varre a área linha a linha e grava relevo raso ou mudança de cor; em vetorial segue as linhas do desenho, para traço fino. CO2 grava acrílico, MDF, madeira e couro; fibra grava metal e anodizado.
Router CNC para usinagem de portas
Router CNC para usinagem de portas é o router de marcenaria fazendo na folha o que o marceneiro faz com tupia e gabarito: friso e almofada fresados no MDF, furo de maçaneta na face, caneco da dobradiça na porta de armário e esquadrejamento. A folha de 2100 x 900 mm cabe na mesa, e o programa repete em todas.
Router CNC por material
Qual router corta cada material, e com que fresa, rotação e fixação: madeira, MDF, MDP, compensado, acrílico, PVC expandido e rígido, ACM, alumínio e metal.
Router CNC para madeira
Router CNC para madeira é a fresadora de pórtico que corta, fura e rebaixa chapa e madeira maciça: spindle de 4,5 a 9 kW, mesa de vácuo do tamanho da chapa e comando em código G. Na marcenaria ela substitui a serra, a furadeira e a tupia, e é a máquina que a fábrica de móveis compra primeiro.
Router CNC para MDF
Router CNC para MDF é a máquina que a marcenaria mais usa no painel de fibra: corta a chapa de 18 mm de uma passada, fura dobradiça e sistema 32, rebaixa cava de puxador e faz relevo, tudo no mesmo programa. A mesa de 1840 x 2750 mm recebe a chapa inteira, e o vácuo em setores segura até a peça pequena que já soltou.
Router CNC para MDP
Router CNC para MDP é o router de marcenaria cortando o painel de partículas: o mesmo porte do MDF (mesa de 1840 x 2750 mm, spindle de 9 kW, vácuo em setores), fresa de compressão para o BP não lascar e nada de relevo, porque o miolo esfarela. É a máquina do móvel plano seriado: corte, furação e nesting.
Router CNC para compensado
Router CNC para compensado é o router de marcenaria regulado para o painel de lâminas cruzadas: fresa de compressão, avanço mais baixo que no MDF pela cola e pelo veio alternado, e vácuo forte para a chapa que raramente chega plana. É a máquina da estrutura de estofado, do gabarito, da caixa e do compensado naval.
Router CNC para acrílico
Router CNC para acrílico é o router de comunicação visual regulado para o PMMA: fresa O-flute de um corte, rotação alta, avanço firme para o cavaco sair antes de derreter e vácuo segurando a chapa com a película. Corta, fura e rebaixa acrílico de 2 a 30 mm, com borda fosca e uniforme; o polimento vem depois.
Router CNC para PVC expandido
Router CNC para PVC expandido é o router de comunicação visual cortando a placa espumada: material macio, que corta rápido com fresa de um corte e pede mais atenção ao vácuo e à limpeza do que à potência do spindle. Placa de letreiro, expositor e stand, de 3 a 30 mm numa passada, com borda lisa se o cavaco sair rápido.
Router CNC para ACM
Router CNC para ACM é o router de comunicação visual com mesa de 5 metros para a chapa de fachada inteira: corta o painel de alumínio composto com fresa para alumínio e abre com fresa em V o sulco que deixa a chapa dobrar na mão. Dois spindles fazem corte e V no mesmo programa, e o vácuo segura a chapa com a película.
Router CNC para alumínio
Router CNC para alumínio é o router com spindle refrigerado a água, lubrificação na fresa e estrutura pesada para usinar chapa, tubo e perfil: fresa de um corte, rotação alta e avanço firme para o cavaco sair antes de soldar no gume. Na Etools é a Hybrid 1550 (chapa e tubo) e, para o perfil, o Alume Pro 8X.
Router CNC para metal
Router CNC para metal é o router de pórtico usinando metal não ferroso — alumínio, latão, cobre — com spindle a água, lubrificação e estrutura pesada ele corta, fura e grava, mas não é máquina de aço. Aço carbono, inox e galvanizado vão para o fiber laser; o router fica com alumínio, perfil, tubo e gravação.
Router CNC para usinagem de PVC
Router CNC para usinagem de PVC é o router de pórtico cortando, furando e rebaixando a chapa de PVC rígido — a de tanque, quadro elétrico e peça industrial — com fresa de um corte, rotação mais baixa que na madeira e avanço firme, para o cavaco sair antes de derreter. PVC nunca vai ao laser: é trabalho de fresa.
Router CNC por tipo de móvel
O que muda na máquina conforme o móvel que a fábrica vende: planejado, modulado, seriado, personalizado, ecológico, pet e infantil. Lote, troca de ferramenta, etiqueta e o que cada um cobra do corte.
Router CNC para móveis planejados
Router CNC para móveis planejados é o router de nesting cortando e furando, chapa por chapa, as peças de um projeto que nunca se repete: a cozinha de um cliente, o closet de outro. A mesa de 1840 x 2750 mm recebe a chapa inteira, o magazine troca a ferramenta sozinho e cada peça sai com a etiqueta do pedido.
Router CNC para móveis modulados
Router CNC para móveis modulados é o router de nesting produzindo módulos de medida fixa de catálogo: o balcão de 800 mm, o aéreo de 600, o paneleiro de 400. O programa de cada módulo é feito uma vez e chamado de novo a cada lote, e a furação em sistema 32 é o que faz as peças de um módulo servirem em outro.
Router CNC para móveis seriados
Router CNC para móveis seriados é o router montado como célula de nesting para rodar o mesmo móvel em lote: o lift põe a chapa na mesa, a máquina corta e fura, a esteira tira as peças e a chapa seguinte já está subindo. O que se compra aqui é chapa por turno com um operador, não a máquina mais rápida no papel.
Router CNC para móveis personalizados
Router CNC para móveis personalizados é o router fazendo a peça que só existe uma vez: o tampo de contorno curvo, a porta com o desenho do cliente fresado, o painel ripado, o nome gravado na cabeceira. O que ele entrega é a curva e o relevo que na mão pedem gabarito, e a segunda peça igual quando o cliente pede outra.
Router CNC para móveis ecológicos
Router CNC para móveis ecológicos é o router cortando o móvel que se vende pela origem do material e pelo pouco resíduo: painel e madeira certificados, bambu, madeira de demolição, montagem por encaixe em vez de ferragem e cola. A máquina entra em duas contas: a chapa que não vira retalho e o encaixe que sai justo.
Router CNC para móveis pet
Router CNC para móveis pet é o router cortando o móvel feito para o animal de estimação: arranhador, nicho e prateleira de gato, casinha, cama, comedouro elevado, móvel para a caixa de areia. São peças pequenas, cheias de curva e de recorte redondo, que na serra não saem e no router saem em lote da mesma chapa.
Router CNC para móveis infantis
Router CNC para móveis infantis é o router cortando berço, mini cama, cama casinha, beliche, mesa de atividades e estante de quarto de criança. O que o móvel infantil cobra da máquina é canto arredondado em toda borda e vão de medida igual em todas as peças, porque aqui a medida fora do desenho é risco para a criança.
Esquadria, ACM e fachada
Perfil, corte, usinagem e montagem da esquadria de alumínio e PVC, a bandeja de ACM e os sistemas de fachada. O vocabulário inteiro do setor está no dicionário de esquadrias.
Centro de usinagem de perfis de alumínio
Centro de usinagem de perfis é o CNC feito para a barra de alumínio da esquadria: morsas pneumáticas prendem o perfil deitado e um spindle com troca automática fura, fresa, rasga e rosqueia ao longo do comprimento e em mais de uma face — dreno, fechadura, cremona e encaixe de canto num programa por tipologia.
Corte em esquadria (45°)
Corte em esquadria é o corte a 45° nas pontas de dois perfis para eles se encontrarem num canto de 90°, como o quadro de uma janela ou de uma porta de alumínio. Os quatro cortes precisam ter o mesmo ângulo e a mesma medida: qualquer desvio se soma nas quatro junções e vira fresta, e o quadro não fecha.
Centro de furação e usinagem para alumínio
Centro de furação e usinagem para alumínio é o CNC que faz no perfil da esquadria, num ciclo só, o que a fresadora copiadora e a furadeira de bancada fazem em várias marcações: furo de dreno, de fechadura e de roldana, rasgo, chanfro e rosca, em três faces da barra presa em morsas, sem medir nem riscar.
Centro de furação e usinagem para PVC
Centro de furação e usinagem para PVC é o CNC de perfis trabalhando a barra de PVC da esquadria: fura o dreno, a fechadura e a cremona e abre os rasgos de ferragem em três faces. É a mesma máquina do alumínio, com fresa de um corte, rotação mais baixa e corte a seco, porque o PVC derrete antes de lascar.
Laser para esquadrias
Laser para esquadrias são duas máquinas diferentes: a solda a laser manual, que fecha quadro, guarda-corpo e portão em alumínio, inox e aço com pouco calor na peça, e o fiber laser de mesa, que corta a chapa de ferragem, reforço, porta e fachada. Nenhuma das duas corta o perfil no comprimento — isso é da serra.
Mercado de esquadrias
Mercado de esquadrias é a cadeia que faz e vende janela, porta, fachada e guarda-corpo: a extrusora e o sistemista fornecem o perfil e a linha, a fábrica de esquadria e a serralheria cortam, usinam e montam, e a construtora e a revenda compram. No Brasil ele se divide por material: alumínio, PVC, aço e madeira.
Router CNC para portas em ACM
Router CNC para portas em ACM é o router de mesa longa que corta e prepara a chapa de alumínio composto que reveste a porta pivotante: contorno, recorte de fechadura e puxador, e o sulco em V que deixa a borda dobrar sobre o quadro. A chapa de 1500 x 5000 mm entra inteira, e a folha de 3 m sai sem emenda.
Serra de dupla cabeça
Serra de dupla cabeça é a serra de esquadria com dois discos sobre o mesmo barramento, um fixo e um móvel: a distância entre eles é o comprimento da peça, e as duas pontas do perfil são cortadas no mesmo ciclo, a 45° ou a 90°. É a máquina de corte mais comum na fábrica de esquadria de alumínio e de PVC.
Fresadora copiadora (pantógrafo)
Fresadora copiadora, ou pantógrafo, é a fresadora manual da esquadria: o operador guia um apalpador por dentro de um gabarito com o desenho do rasgo, e a fresa repete o mesmo caminho no perfil preso nas morsas. Faz fechadura, fenda, puxador e dreno, uma face por vez, na posição que o operador marcou.
Entestadeira (fresadora de topo)
Entestadeira é a fresadora que usina o topo da travessa com o contraperfil do montante, para as duas peças encaixarem em T sem fresta. Um jogo de fresas empilhadas no eixo copia, em negativo, o desenho do perfil que vai receber o encaixe — e cada linha de esquadria pede o seu jogo.
Prensa de cantos (cravadeira)
Prensa de cantos, ou cravadeira, é a máquina que fecha o canto do quadro de alumínio cortado a 45°: lâminas empurram a parede do perfil para dentro dos rasgos da cantoneira de união, que está encaixada nas câmaras dos dois perfis, e a cravação puxa e trava a junta. Substitui o parafuso no canto.
Morsa pneumática
Morsa pneumática é o grampo movido a ar comprimido que prende o perfil contra a mesa e o encosto enquanto a serra corta ou o spindle usina. Fecha igual em todo ciclo, com a pressão que o regulador manda — e é dela, junto com o calço, que depende o perfil não andar, não vibrar e não sair marcado.
Furo de drenagem (dreno da esquadria)
Furo de drenagem é o rasgo usinado no trilho inferior e na parede de fora do perfil para a água que entra na esquadria voltar para o lado de fora. Toda janela deixa passar alguma água pela escova e pela borracha; o dreno é o que impede que ela suba no trilho e transborde para dentro.
Batente eletrônico (stop digital de comprimento)
Batente eletrônico é o encosto motorizado montado ao lado da serra de esquadria: o operador digita a medida, ou recebe da lista de corte, o batente anda sozinho até a posição e a barra é encostada nele para cortar. Tira do processo a trena e a leitura da régua, que é onde nasce a maior parte do erro de comprimento.
Otimização de corte de barras
Otimização de corte de barras é o cálculo que distribui as peças de um lote nas barras de 6 m para sobrar o mínimo de perfil. O software junta as peças do mesmo perfil e cor, desconta a espessura do disco e a ponta de esquadrejamento, e devolve a ordem de corte barra por barra, com o retalho que volta ao estoque.
Soldadora de cantos (PVC)
Soldadora de cantos é a máquina que fecha o quadro da esquadria de PVC por termofusão: as duas pontas cortadas a 45° são encostadas numa placa aquecida até amolecer, a placa sai e a máquina pressiona uma ponta contra a outra até o material esfriar unido. O canto vira uma peça só, sem cantoneira e sem parafuso.
Limpadora de cantos (PVC)
Limpadora de cantos é a máquina que remove o cordão que a solda deixa no canto do quadro de PVC: facas raspam as faces de cima e de baixo, uma fresa contorna a quina de fora e ferramentas menores limpam o canto de dentro e os canais da borracha. Sem isso a folha não fecha por igual e a gaxeta não passa.
Reforço de aço do perfil de PVC
Reforço de aço é o perfil de aço galvanizado que vai dentro da câmara principal do perfil de PVC, preso por parafusos. Dá ao quadro a rigidez que o PVC sozinho não tem — contra o vento, o peso do vidro e a dilatação com o sol — e é nele que os parafusos das ferragens mais carregadas encontram onde segurar.
Bandeja de ACM (cassete)
Bandeja de ACM, ou cassete, é a peça da fachada: a chapa recortada, com sulco em V nas quatro bordas e as abas dobradas para trás, formando uma caixa rasa que se prende à subestrutura. O router faz o contorno, o alívio dos cantos, os furos de fixação e os sulcos num programa só; a dobra é na mão.
Fresagem em U no ACM
Fresagem em U é o sulco de fundo chato que o router abre atrás do ACM com fresa de topo reta ou de ponta arredondada, no lugar da fresa em V. Como o canal é mais largo, a chapa dobra com raio maior: o canto sai arredondado em vez de vivo, e a lâmina da frente estica menos na dobra.
Núcleo FR do ACM (retardante de chama)
Núcleo FR é o miolo do ACM com carga mineral, que dificulta a propagação da chama, no lugar do polietileno puro do ACM comum. É o que o projeto de fachada e o Corpo de Bombeiros pedem em edifício; o A2 vai além, com miolo quase todo mineral. No router corta e frisa igual ao PE, gastando fresa mais rápido.
Sentido da seta do ACM (direção de laminação)
Sentido da seta é a direção em que a chapa de ACM foi pintada e laminada, impressa em setas na película protetora. Em acabamento metálico, escovado, espelhado e amadeirado, duas peças montadas com a seta em sentidos diferentes refletem a luz de jeito diferente, e a fachada fica com placas de dois tons.
Subestrutura de ACM
Subestrutura de ACM é a grade de perfis — tubo, perfil ômega e cantoneiras de fixação, em alumínio ou aço galvanizado — presa à parede ou à estrutura do prédio, onde as bandejas de ACM são fixadas. É ela que põe a fachada no prumo: corrige a parede torta e deixa a chapa dilatar sem ondular.
Junta de ACM (aberta, fechada e com silicone)
Junta de ACM é o espaço deixado entre duas bandejas da fachada para a chapa dilatar com o sol. Pode ficar aberta, com o fundo à vista; fechada, com um perfil ou uma tira de ACM por trás; ou vedada com silicone sobre um tarugo de espuma. A largura é de projeto, e é a mesma na fachada inteira.
Seccionadora vertical (esquadrejadeira vertical)
Seccionadora vertical é a serra de painel em que a chapa fica em pé, apoiada numa grade encostada na parede, e o cabeçote de serra corre na vertical e na horizontal. Com o disco de frisar, abre também o sulco em V do ACM. Faz corte reto e sulco reto, de borda a borda; recorte, curva, furo e letra ficam de fora.
Calandragem de ACM
Calandragem de ACM é curvar a chapa inteira passando-a entre os rolos de uma calandra, sem sulco nem corte na face de trás, para fazer revestimento de pilar redondo, testeira curva e fachada em arco. O raio mínimo depende da espessura e do núcleo da chapa, e quem informa é o fabricante do ACM.
Fachada unitizada
Fachada unitizada é a fachada cortina feita de módulos prontos: cada módulo, da altura de um pavimento, sai da fábrica com quadro de alumínio, vidro e vedação montados, é içado e pendurado nas ancoragens do prédio. No sistema stick é o contrário: colunas, travessas e vidros sobem soltos e são montados na obra.
Pele de vidro (structural glazing)
Pele de vidro é a fachada cortina em que o vidro é colado com silicone estrutural num quadro de alumínio que fica por trás dele: de fora só se veem o vidro e a junta, sem perfil aparente. Na fachada cortina convencional o vidro é preso por fora, com presilha e capa de alumínio, e a malha de perfis fica à vista.
Fachada ventilada
Fachada ventilada é o revestimento montado afastado da parede, sobre uma subestrutura, com uma câmara de ar entre os dois e juntas abertas por onde o ar entra embaixo e sai em cima. A placa — ACM, porcelanato ou HPL — leva o sol e a chuva; a parede fica seca e à sombra, e o prédio esquenta menos.
Linhas de esquadria de alumínio (Linha 25, Suprema, Gold)
Linha de esquadria é a família de perfis de alumínio desenhados para encaixar entre si — marco, folha, montante, travessa, baguete — com os mesmos acessórios, borrachas e ferragens. Linha 25, Suprema e Gold são linhas: cada uma tem sua bitola, suas tipologias e seu desempenho, e perfil de uma não monta com o de outra.
Ruptura de ponte térmica (RPT / thermal break)
Ruptura de ponte térmica é o perfil de alumínio feito em duas metades, a de dentro e a de fora, unidas por barretas de poliamida que não deixam o calor passar de um lado para o outro. É o perfil da esquadria de alto desempenho térmico, e na fábrica é um perfil composto: alumínio e plástico no mesmo corte.
Sistemista
Sistemista é a empresa que projeta a linha de esquadria — o desenho dos perfis, os acessórios, as borrachas, as tipologias ensaiadas e o software de cálculo — e a fornece como sistema ao fabricante. Não é a extrusora, que transforma o tarugo em perfil, nem a distribuidora, que vende a barra.
Tubo de alumínio (quadrado, retangular e redondo)
Tubo de alumínio é o perfil extrudado fechado, de seção quadrada, retangular ou redonda, vendido em barra de 6 m. É a estrutura do que a esquadria solda ou parafusa em vez de encaixar: quadro de porta pivotante, guarda-corpo, brise, portão e a subestrutura que segura o ACM na fachada.
Tipologia de esquadria
Tipologia de esquadria é o modelo repetível de janela ou porta: o jeito de abrir, o número de folhas e a linha de perfis — janela de correr de duas folhas, maxim-ar, porta de giro. Cada tipologia tem a sua lista de perfis, cortes e usinagens, e é por ela que o centro de usinagem é programado.
Lista de corte
Lista de corte é a relação de todas as peças de perfil de um pedido, com o código do perfil, o comprimento, o ângulo de cada ponta e a quantidade. Sai do software de esquadrias a partir da tipologia e da medida do vão, e é o que o operador — ou o centro de corte — segue para transformar barra de 6 m em peça.
Software de esquadrias
Software de esquadrias é o programa que transforma a medida do vão e a tipologia escolhida em orçamento, lista de materiais, lista de corte, plano de aproveitamento das barras e, nas fábricas com CNC, no programa que vai para a máquina. É onde a linha de perfis, os descontos e as usinagens ficam cadastrados.
Guarda-corpo
Guarda-corpo é a proteção de sacada, escada, mezanino e rampa contra queda: montantes e corrimão de alumínio, inox ou aço, com fechamento em vidro laminado, perfis ou gradil. É peça de segurança com norma própria, a NBR 14718, e a resistência dela depende tanto da ancoragem e da solda quanto do material.
Contramarco
Contramarco é o quadro de alumínio chumbado na alvenaria antes do acabamento, que deixa o vão no esquadro, no prumo e na medida para a esquadria ser parafusada depois, com a obra limpa. É por ele que a fábrica mede: a esquadria é feita para o contramarco, não para o buraco na parede.
Liga 6063 e têmperas T5 e T6
Liga 6063 é o alumínio com magnésio e silício usado em quase todo perfil de esquadria: extruda em seções finas e complexas, anodiza bem e ganha resistência no forno de envelhecimento. T5 e T6 são as têmperas — o tratamento térmico depois da extrusão —, e a T6 é a mais dura e mais resistente das duas.
Anodização
Anodização é o tratamento eletroquímico que engrossa a camada de óxido natural do alumínio e a transforma no acabamento do perfil: fosco, brilhante, natural, bronze, champanhe ou preto. A camada faz parte do metal, não descasca, e é especificada por classe — A13, A18 ou A23, a espessura em mícrons.
Pintura eletrostática a pó
Pintura eletrostática a pó é o acabamento em que a tinta em pó, carregada eletricamente, gruda no perfil de alumínio aterrado e depois funde e cura em estufa, formando um filme contínuo. Dá a cor que a anodização não dá — branco, preto, cores RAL, texturizado, amadeirado — e é especificada pela resina e pela camada.
Sustentabilidade e ESG
Resíduo, energia, origem da matéria-prima e embalagem: o que o cliente grande, o banco e a lei passaram a cobrar da fábrica, e onde a máquina entra nessa conta.
Sustentabilidade na marcenaria
Sustentabilidade na marcenaria é produzir o móvel gastando menos chapa, menos energia e menos cola por peça, com madeira de origem comprovada e com o resíduo — pó, retalho e embalagem — indo para onde a lei manda. Na prática é a conta de material e de descarte, não um selo na parede.
Sustentabilidade na comunicação visual
Sustentabilidade na comunicação visual é escolher material que tenha destino depois da campanha — alumínio, ACM e acrílico recicláveis no lugar de lona e PVC descartáveis —, cortar com menos sobra e iluminar com LED. O setor produz peça de vida curta, e é no descarte que a conta aparece.
Sustentabilidade na esquadria
Sustentabilidade na esquadria é a soma de dois ganhos: o alumínio, que recicla infinitas vezes gastando uma fração da energia do metal primário, e a janela que isola — ruptura de ponte térmica e vidro duplo —, que reduz a energia do prédio pelos anos em que fica instalada.
Sustentabilidade na indústria moveleira de alta produção
Sustentabilidade na indústria moveleira de alta produção é o que a fábrica de móveis em série precisa medir e comprovar: aproveitamento de chapa, energia por peça, destino do pó e do retalho, origem certificada da madeira e, para quem exporta, as regras do mercado de destino.
ESG
ESG é a sigla em inglês para ambiental, social e governança: os três grupos de critérios pelos quais investidor, banco e cliente grande avaliam uma empresa além do balanço. Para a fábrica de móvel, de letreiro ou de esquadria, chega como questionário de fornecedor, condição de crédito ou exigência de licitação.
Regulamentação das embalagens
Regulamentação das embalagens é o conjunto de regras que torna quem coloca produto embalado no mercado responsável pelo destino da embalagem depois do uso. No Brasil é a logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos; na União Europeia, o regulamento que exige embalagem reciclável e sem espaço vazio.
FSC (Forest Stewardship Council)
FSC, Forest Stewardship Council, é a organização internacional que certifica práticas florestais: o selo FSC na chapa ou no móvel diz que a madeira veio de floresta manejada segundo os princípios dela e passou por uma cadeia de empresas certificadas até chegar ao produto. É a prova de origem que o cliente grande pede.
Setor moveleiro e entidades
Associações, sindicatos e feiras da indústria do mobiliário: quem representa a fábrica, o que cada entidade entrega ao fabricante e onde o setor se encontra.
Sindicatos da indústria do mobiliário
Sindicatos da indústria do mobiliário são as entidades patronais que representam as fábricas de móveis e as marcenarias de uma região: negociam a convenção coletiva com o sindicato dos trabalhadores, representam o setor junto ao governo e, nos polos moveleiros, organizam a feira local. Toda fábrica tem um.
Movergs
Movergs é a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul, com sede em Bento Gonçalves, no polo moveleiro da Serra Gaúcha. Representa as fábricas de móveis gaúchas, publica os dados do setor e realiza a Fimma Brasil, a feira de máquinas, matérias-primas e serviços para a indústria moveleira.
SIM — Sindicato da Indústria do Mobiliário da Grande Florianópolis
SIM é o Sindicato da Indústria do Mobiliário da Grande Florianópolis: o sindicato patronal que representa a marcenaria, a fábrica de móveis, a estofaria e a indústria de madeira da região de Florianópolis, em Santa Catarina. Filiado à FIESC, negocia a convenção coletiva da categoria e representa as empresas da base.
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