Eixo duplo do pórtico (dual drive)
Eixo duplo do pórtico é a configuração em que dois motores movem a ponte, um em cada lateral, sincronizados pelo comando como se fossem um eixo só: um é o mestre, o outro o escravo. Sem isso, um motor de um lado só torceria a viga a cada aceleração, e o pórtico sairia do esquadro.
Também escrito como: gantry dual drive · eixo escravo · slaved axis · dois motores no eixo y · gantry squaring · auto-esquadrejamento · esquadrejamento do pórtico · eixo mestre e escravo
Numa máquina de chapa inteira o pórtico tem quase 2 m entre as laterais. Puxado por uma lateral só, ele avança inclinado — a outra lateral atrasa por flexão — e o corte fica fora de esquadro em milímetros, além do desgaste na guia. Com dois motores, cada lateral tem cremalheira, pinhão, redutor e servo próprios, e o comando manda o mesmo movimento para os dois. Nos centros de usinagem Etools essa é a configuração do eixo longo, com os servos Leadshine em par.
O esquadrejamento é o que mantém os dois lados alinhados. No homing, cada lateral vai até o seu sensor de referência, indutivo, e o comando registra a diferença entre elas; a partir daí compensa para a viga ficar a 90° com a guia. É o gantry squaring automático: o operador não precisa medir esquadro toda manhã, e se um lado foi empurrado por uma colisão o homing volta a alinhar. Fora do homing, o servo em malha fechada de cada lado corrige o outro a cada instante.
O sinal de problema é o esquadro da peça: chapa cortada com o retângulo virando paralelogramo, ou o furo de um canto fora enquanto o outro está certo. Sensor de referência sujo ou deslocado num dos lados, ou folga na cremalheira de um lado só, tiram o pórtico do esquadro sem a máquina acusar erro.
Termos que andam junto
Pórtico (gantry)
Pórtico é a ponte que atravessa a mesa do router CNC de um lado ao outro: uma viga apoiada em duas laterais, que corre ao longo do eixo mais comprido e carrega o carro do spindle. É a peça que mais define a rigidez da máquina, porque todo esforço de corte passa por ela.
Zero máquina (homing)
Zero máquina é a posição de referência absoluta da máquina, no fim de curso de cada eixo: ao ligar, o comando move os eixos até o sensor de referência e a partir dali sabe onde está. É o homing, o primeiro movimento de todo turno.
Servo motor
Servo motor é o motor de eixo que trabalha em malha fechada: um encoder na traseira informa a posição real a cada instante, e o drive corrige sozinho qualquer desvio — diferente do motor de passo, que só recebe ordem e não confere nada.
Cremalheira helicoidal
Cremalheira helicoidal é a barra dentada que, junto com o pinhão, move os eixos longos do router: os dentes são inclinados em vez de retos, o que mantém mais de um dente engrenado o tempo todo.
Sensor de fim de curso
Sensor de fim de curso é o sensor instalado nas pontas de cada eixo que avisa o comando quando o pórtico ou o cabeçote chegou ao limite do curso: é ele que para a máquina antes de bater no batente mecânico e que marca o ponto zero na hora de referenciar.
Backlash (folga mecânica)
Backlash é a folga entre as peças que transmitem o movimento — dente de pinhão com cremalheira, esfera com castanha do fuso, engrenagem do redutor — que aparece quando o eixo inverte o sentido: o motor gira, mas a mesa só anda depois de vencer o vazio. Sai na peça como erro na medida a cada reversão.
Esquadro de granito e bloco padrão
Esquadro de granito e bloco padrão são referências geométricas de precisão — um L ou um bloco de granito preto lapidado, plano e perpendicular em milésimos de milímetro — para aferir a máquina: apoiados na mesa, servem de linha reta e de 90° contra os quais o relógio comparador mede o pórtico e os eixos.
Quer saber o que isso muda na sua produção?
Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.