Frequência de pulso e duty cycle
Frequência de pulso e duty cycle modulam o feixe: a frequência é quantas vezes por segundo o laser liga e desliga (Hz), e o duty cycle é a fração do tempo em que fica ligado (%). A 100% o feixe é contínuo; abaixo disso, pulsado, e a chapa recebe menos calor médio com a mesma potência de pico.
Também escrito como: frequência do laser · ciclo de trabalho · duty cycle · laser pulsado · onda contínua · cw · modulação do laser · pwm do laser · frequência de pulso
A fonte fiber entrega uma potência de pico — 3 kW, digamos — e o comando decide como usá-la no tempo. Em onda contínua (duty 100%) os 3 kW entram na chapa sem parar, e é assim que se corta rápido em chapa fina e média. Pulsando a 50% e alguns kHz, a potência média cai à metade: o metal derrete no pulso e esfria no intervalo. É a regulagem do canto agudo (onde a máquina freia e o calor se acumula), do furo pequeno, do piercing em chapa grossa e do alumínio e do cobre, que conduzem calor rápido demais para o corte contínuo.
Frequência e duty cycle andam com a velocidade: o Cypcut reduz a potência automaticamente quando o cabeçote desacelera na curva — a curva de potência por velocidade — e entra em pulso no canto, para a ponta da peça não ficar derretida e arredondada. Na gravação a fibra (marcação) o pulso é a ferramenta inteira: frequências de 20 a 200 kHz e pulsos de nanossegundos, para marcar sem cortar. Na solda a laser SFE o pulso também existe, na solda por pontos, com o cordão feito em disparos.
Na prática o operador raramente mexe nisso na mão: vem na tabela por material e espessura, com valores separados para corte, piercing e canto. Onde vale entender: canto de chapa fina saindo queimado e arredondado pede menos duty cycle no canto; piercing respingando pede pulso mais lento.
Termos que andam junto
Fonte laser fiber
Fonte laser fiber é o gerador do feixe da máquina de corte ou de solda a laser: um gabinete onde diodos bombeiam luz numa fibra óptica dopada, que a transforma em laser, e um cabo de fibra leva o feixe até o cabeçote. A potência dela, em kW, é o número que diz o que a máquina corta.
Piercing (perfuração inicial)
Piercing é o furo que o laser faz para atravessar a chapa antes de começar a andar no contorno: o feixe fica parado num ponto, com potência e gás próprios, até vazar o metal. É a etapa mais violenta do corte — respinga, esquenta e gasta lente — e por isso acontece no lead-in, fora da peça.
ZTA (zona termicamente afetada)
ZTA é a faixa de metal ao lado do corte ou da solda que não derreteu, mas aqueceu o bastante para mudar de estrutura: fica mais dura ou mais mole, muda de cor e pode empenar. No fiber laser ela tem décimos de milímetro, e é por isso que o laser deixa a chapa mais plana e a borda mais fácil de usinar que o plasma.
Comando Cypcut
Comando Cypcut é o software de controle de corte a laser da Friendess (FSCUT), o mais difundido nas máquinas fiber: ele importa o desenho, encaixa as peças na chapa (nesting), guarda a regulagem de corte por material e espessura e comanda o cabeçote, o gás e a fonte durante o corte.
Alumínio
Alumínio é o metal leve da esquadria, da fachada, da letra caixa e da peça de máquina: um terço do peso do aço, não enferruja e chega à fábrica como perfil ou chapa. Corta no fiber laser com nitrogênio, usina no router CNC com fresa própria e corta a 45° na serra — cada forma pede uma máquina e uma liga.
Gravação a laser (raster e vetorial)
Gravação a laser é a marcação da superfície sem atravessar o material: em raster o feixe varre a área linha a linha e grava relevo raso ou mudança de cor; em vetorial segue as linhas do desenho, para traço fino. CO2 grava acrílico, MDF, madeira e couro; fibra grava metal e anodizado.
Quer saber o que isso muda na sua produção?
Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.