Comando Cypcut
Comando Cypcut é o software de controle de corte a laser da Friendess (FSCUT), o mais difundido nas máquinas fiber: ele importa o desenho, encaixa as peças na chapa (nesting), guarda a regulagem de corte por material e espessura e comanda o cabeçote, o gás e a fonte durante o corte.
Também escrito como: cypcut · software cypcut · cypcut fscut · controlador cypcut · comando de corte a laser
O caminho do desenho até a peça é curto. O operador importa o DXF, o Cypcut limpa linha dupla e contorno aberto, encaixa as peças na chapa para sobrar menos retalho e define a ordem de corte, a entrada da ferramenta em cada contorno e os pontos de microjunção que seguram a peça pequena na chapa. Aí ele escolhe o material e a espessura na lista e manda cortar — a regulagem já está guardada.
Essa regulagem é o banco de parâmetros: para cada material e espessura, a potência, a velocidade, o gás, a pressão, a altura do bico, a posição do foco e as etapas da perfuração. É esse banco que faz a máquina trocar de gás e de foco sozinha quando o programa passa do aço carbono para o inox, e é ele que encurta o treinamento — quem está começando parte de uma regulagem que funciona, em vez de descobrir no teste e erro.
Durante o corte, o Cypcut lê o sensor de altura do cabeçote e o alarme da máquina, para na falta de gás, e mostra onde a máquina está no programa — dá para retomar do ponto em que parou depois de uma queda de energia, sem recortar a chapa do começo. Como é o comando de quase toda fiber do mercado, o operador que vem de outra máquina reconhece a tela, e o suporte da Etools acessa o comando a distância.
Comando Cypcut nas máquinas Etools
O que está escrito na ficha técnica de cada modelo, na íntegra. Clique no nome para ver a máquina inteira.
| Máquina | O que a ficha diz |
|---|---|
| Fiber EF 3015N | Comando: Cypcut |
Termos que andam junto
Comando Syntec
Syntec é o comando CNC de origem taiwanesa usado nos routers e centros de usinagem da Etools: é o computador industrial que lê o G-Code, comanda os servos e o spindle e mostra ao operador o que está acontecendo.
Nesting
Nesting é o método de produzir móveis cortando a chapa inteira no router CNC, com as peças distribuídas pelo software para aproveitar o máximo do material e já sair com furos, cavas e rebaixos prontos.
Cabeçote de corte a laser
Cabeçote de corte a laser é a peça que fica na ponta do pórtico da fiber laser: recebe o feixe pelo cabo de fibra, concentra ele num ponto do tamanho de um fio de cabelo sobre a chapa e sopra o gás de corte pelo bico, em volta do feixe. É o equivalente do spindle no router.
Fonte laser fiber
Fonte laser fiber é o gerador do feixe da máquina de corte ou de solda a laser: um gabinete onde diodos bombeiam luz numa fibra óptica dopada, que a transforma em laser, e um cabo de fibra leva o feixe até o cabeçote. A potência dela, em kW, é o número que diz o que a máquina corta.
Lead-in e lead-out
Lead-in é o trecho de entrada que o CAM acrescenta fora da geometria da peça, onde a ferramenta ou o laser começa o corte; lead-out é a saída, no fim. Servem para a marca de início e de fim não ficar na borda da peça.
Ponto focal (posição do foco)
Ponto focal é a altura em que o feixe do laser está mais concentrado — e a regulagem que diz onde ele fica em relação à chapa: no foco zero, na face; positivo, acima dela; negativo, dentro. Cada material e espessura pede uma posição, e é isso que o foco motorizado do cabeçote acerta sozinho.
Gás de assistência (O2, N2, ar comprimido)
Gás de assistência é o gás que o bico sopra em volta do feixe durante o corte a laser: oxigênio para o aço carbono, que reage e ajuda a queimar; nitrogênio para o inox e o alumínio, que só expulsa o metal fundido e deixa a borda limpa; ar comprimido para chapa fina em que o custo importa mais que o acabamento.
Sensor de altura capacitivo
Sensor de altura capacitivo é o sistema que mantém o bico do fiber laser à distância certa da chapa — em geral 0,5 a 1,5 mm — medindo a capacitância entre o bico e o metal e corrigindo o eixo Z em tempo real. A chapa empenada ou ondulada é acompanhada, e o corte sai igual de um canto ao outro da mesa.
Kerf (largura do corte)
Kerf é a largura da fenda que o laser abre na chapa — o material que vira vapor e respingo: uns 0,1 a 0,3 mm no fiber, 0,2 a 0,5 mm no CO2, mais na chapa grossa. É o diâmetro da ferramenta do laser: o programa desloca o percurso em meio kerf para a peça sair na medida do desenho.
Piercing (perfuração inicial)
Piercing é o furo que o laser faz para atravessar a chapa antes de começar a andar no contorno: o feixe fica parado num ponto, com potência e gás próprios, até vazar o metal. É a etapa mais violenta do corte — respinga, esquenta e gasta lente — e por isso acontece no lead-in, fora da peça.
Frequência de pulso e duty cycle
Frequência de pulso e duty cycle modulam o feixe: a frequência é quantas vezes por segundo o laser liga e desliga (Hz), e o duty cycle é a fração do tempo em que fica ligado (%). A 100% o feixe é contínuo; abaixo disso, pulsado, e a chapa recebe menos calor médio com a mesma potência de pico.
Pós-processador (post-processor)
Pós-processador é o tradutor no fim do CAM: pega o percurso genérico calculado na tela e escreve o G-code com a sintaxe, os códigos e a ordem que o comando daquela máquina entende. Cada comando tem o seu — Syntec, Fanuc, Siemens, Weihong, RichAuto, Mach3 —, e o programa gerado para um não roda no outro.
Quer saber o que isso muda na sua produção?
Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.