New Pro 16 plug & work: quantas peças por mês cada módulo acrescenta
Lift, esteira, os dois juntos ou a célula de nesting completa: a Etools mediu entre clientes quanto cada configuração da New Pro 16 produz num mês de turno único. Veja os números, de onde eles vêm e por que contamos em peças, e não em chapas.
Por Diego · 12 de outubro de 2026 · 9 min de leitura
A mesma máquina, quatro jeitos de trabalhar
A New Pro 16 sai de fábrica com o que a Etools chama de plug & work: os pontos de fixação, a elétrica e o comando já vêm preparados para receber o lift carregador na entrada da mesa e a esteira de descarga na saída. Você compra a máquina com o operador carregando a chapa e recolhendo as peças, e acrescenta a automação quando a produção pedir. A máquina é a mesma; muda o que acontece antes e depois do corte.
Isso levanta a pergunta que todo dono de marcenaria faz antes de investir no módulo: quanto a mais sai por mês? Para responder, a Etools juntou a produção média de clientes em cada configuração e montou um comparativo. Este texto mostra a tabela, explica de onde vêm os números e como ler cada um deles para a sua fábrica.
O comparativo, configuração por configuração
O ponto de partida é a New Pro 16 ATC, sem lift nem esteira: o operador põe a chapa na mesa, o empurrador tira o lote cortado e o operador recolhe as peças. Os ganhos abaixo são sobre ela.
Lift, esteira, etiquetadora no lift e cabeçote de furação
+42%
15.350 a 16.600
698 a 755
A coluna por dia é o mês dividido por 22 dias úteis. E dá para fazer a conta de volta: dividindo cada faixa pelo ganho, as quatro linhas apontam para a mesma base, perto de 10.800 a 11.700 peças por mês na New Pro 16 ATC sem módulo, ou uns 490 a 530 peças por dia. É a mesma máquina em todas as colunas; o que separa uma linha da outra é quanto tempo ela passa parada esperando alguém.
Na UL a chapa entra pelo lift, à direita, e as peças saem pela esteira, à esquerda. O operador sai do caminho da máquina e fica na etiquetagem e na separação.
De onde vêm esses números
A nota que acompanha o comparativo diz exatamente como ele foi feito, e vale ler com calma:
Base diária. O número de partida é a produtividade média por dia de cada configuração.
Mês de 22 dias úteis, turno único. A média diária foi projetada para um mês comercial, num turno só. Quem trabalha em dois turnos não dobra automaticamente: o segundo turno costuma ter outra equipe e outro ritmo.
Média entre clientes Etools. São fábricas reais, com projetos diferentes, e não um ensaio de laboratório com a mesma chapa repetida o dia inteiro.
Referência para comparar módulos. O uso principal da tabela é ver a distância entre uma configuração e outra, não prometer quanto a sua fábrica vai produzir.
E o limite vem escrito junto: a produção real varia com o plano de corte, a programação da máquina e a rotina de cada marcenaria, e pode ficar acima ou abaixo dos números. Uma fábrica de cozinha com chapa cheia de peças pequenas e muito furo tem um ritmo; uma de painel ripado, com poucas peças longas por chapa, tem outro. A tabela não apaga essa diferença, e é por isso que ela traz faixas, e não um número só.
Por que contar em peças, e não em chapas
A ficha de uma router costuma falar em chapas por turno. A tabela fala em peças, e a escolha é de propósito: peça é a unidade que vira móvel e faturamento. O cliente não compra chapa cortada, compra o armário, e o armário é uma soma de laterais, prateleiras, portas e fundos.
Chapa é uma medida que engana na comparação. Uma chapa de cozinha pode ter vinte peças; uma de porta usinada, quatro. Duas fábricas que cortam as mesmas 25 chapas por dia podem estar entregando quantidades de móvel muito diferentes. Contando em peças, o número fica mais perto do que sai pela porta da fábrica.
A chapa continua útil como ritmo da máquina. Para traduzir a tabela para a sua realidade, divida as peças pelo número médio de peças por chapa do seu projeto. Numa conta de exemplo, com 20 peças por chapa, os 550 a 595 peças por dia da New Pro 16 L dão algo entre 27 e 30 chapas. Se a sua média é de 12 peças por chapa, a mesma faixa de peças pede mais chapas, e o tempo de carga pesa mais.
Por que a esteira rende mais que o lift
Olhando a tabela, a esteira sozinha (+17%) rende mais que o lift sozinho (+12%). A explicação está no que cada lado da máquina exige do operador.
Carregar é um movimento só: uma chapa sai da pilha e vai para a mesa. Com o lift, as ventosas fazem esse movimento, e o operador concentra o trabalho na retirada e na etiquetagem das peças.
Descarregar é muito mais trabalho: são dezenas de peças, de tamanhos diferentes, que precisam sair da mesa, ser identificadas e empilhadas por projeto. Sem esteira, enquanto o operador faz isso, a mesa está ocupada e a próxima chapa não entra. Com a esteira, as peças vão até o operador, que etiqueta e organiza enquanto o próximo corte já acontece. A esteira tira da frente da máquina a tarefa mais demorada, por isso o ganho é maior.
Por que lift e esteira juntos rendem mais que a soma
Some os dois ganhos isolados: 12% do lift mais 17% da esteira dá 29%. A UL entrega 35%. A diferença vem de onde fica o gargalo.
Com um módulo só, o operador ainda está no caminho da máquina, na carga ou na descarga. Na L, a chapa entra sozinha, mas a mesa espera a retirada das peças. Na U, as peças saem sozinhas, mas a mesa espera a próxima chapa. Em qualquer dos dois casos existe um momento do ciclo em que a máquina para e aguarda a pessoa.
Com lift e esteira, esse momento some. A chapa entra pelo lift, as peças saem pela esteira e a máquina corta quase sem pausa. O operador continua trabalhando, mas a tarefa dele, etiquetar e separar, acontece em paralelo com o corte, e não mais no meio do ciclo. É a passagem do operador de parte do ciclo para trabalho ao lado do ciclo, e é por isso que o ganho cresce além da soma.
O que a New Pro Nesting acrescenta aos 35%
A New Pro Nesting tem lift e esteira como a UL, e soma dois itens que atacam o tempo que ainda sobra:
Etiquetadora no lift. A etiquetadora fica no lift e etiqueta a chapa quando ela entra, antes da usinagem. Enquanto uma chapa é cortada, a próxima já recebe as etiquetas, e as peças saem pela esteira prontas para separar. O operador deixa de etiquetar peça por peça na saída.
Cabeçote de furação com 9 brocas. Os furos de cavilha, minifix e dobradiça saem do cabeçote, sem passar pelo magazine. Numa chapa de planejado, isso tira dezenas de trocas de ferramenta do programa. O post Cabeçote de furação na router CNC mostra essa conta em detalhe.
Com a carga, a descarga e a etiquetagem fora das mãos do operador, a célula trabalha em fluxo contínuo do início ao fim: +42% sobre a New Pro 16 ATC, 15.350 a 16.600 peças por mês.
Plug & work: a conta não precisa ser feita toda no primeiro dia
O comparativo mostra quanto cada módulo rende. O plug & work muda quando você precisa decidir. Como a máquina já sai preparada, dá para começar pela New Pro 16 ATC e acrescentar a esteira, o lift ou os dois quando a carteira de pedidos justificar, sem trocar de equipamento nem refazer o layout. A New Pro 16 L e a U também saem preparadas para o item que ainda não têm.
Na prática, isso permite uma sequência simples:
Comece medindo. Conte quantas peças a sua fábrica corta por dia hoje, e quantas a montagem consegue absorver. Não adianta a máquina entregar 700 peças se a coladeira e a montagem param em 500.
Ataque primeiro o lado que mais espera. Se o operador passa mais tempo recolhendo e separando do que carregando, que é o caso mais comum em planejado, a esteira vem antes. Se a chapa é pesada para uma pessoa só ou o operador carrega sozinho, o lift pode vir antes.
Feche a célula quando os dois lados estiverem cheios. É o salto que a tabela mostra da U para a UL: de +17% para +35%.
Todas as configurações do comparativo partem da mesma base: magazine de 16 ferramentas no pórtico, spindle de 9 kW com cone ISO30, servo motores Leadshine de 1500 W, 90 m/min de deslocamento, mesa em 9 setores de vácuo com bomba Becker e comando Syntec.
New Pro 16 ATC: a base, com empurrador e pré-disposição para os dois módulos. Para quem quer começar e crescer por etapas.
New Pro 16 L: com lift carregador. Quando a carga da chapa é o esforço mais pesado do turno.
New Pro 16 UL: com lift e esteira. Quando a produção pede a máquina cortando quase sem pausa.
New Pro Nesting: a célula completa, com etiquetadora no lift e cabeçote de furação. Para fábrica de planejados em volume, com chapa cheia de furo e de peça.
Se quiser comparar com a sua produção, leve à equipe da Etools quantas peças por dia a sua fábrica corta hoje e a média de peças por chapa dos seus projetos. Com esses dois números, a tabela deixa de ser média de mercado e vira estimativa da sua fábrica. O contato fica em /contato.
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FAQ
Perguntas frequentes
Respostas diretas para as dúvidas mais comuns de quem está avaliando esta máquina. Não encontrou o que procura? .
Não. São médias observadas entre clientes Etools, projetadas para 22 dias úteis em turno único, e servem para comparar as configurações entre si. A produção real depende do plano de corte, da programação e da rotina da fábrica, e pode ficar acima ou abaixo da faixa.
Porque a peça é o que vira móvel e faturamento. Uma chapa de cozinha pode ter vinte peças e uma de porta usinada, quatro, então contar chapas esconde a diferença. Para converter, divida as peças pela média de peças por chapa dos seus projetos.
Em relação à New Pro 16 ATC, a mesma máquina sem lift e sem esteira, em que o operador carrega a chapa e recolhe as peças. Pela conta reversa da tabela, essa base fica perto de 10.800 a 11.700 peças por mês.
Sim. Toda New Pro 16 sai de fábrica com pré-disposição plug & work: pontos de fixação, elétrica e comando prontos para o lift e a esteira. Você acrescenta um módulo de cada vez, ou os dois, sem trocar de máquina nem refazer o layout.
Pela tabela, a esteira rende mais sozinha (+17% contra +12% do lift), porque a descarga de dezenas de peças segura a mesa por mais tempo que a carga de uma chapa. O lift pode vir antes quando o operador trabalha sozinho e a carga da chapa é o gargalo ou o risco do turno.