Qual coladeira de borda escolher: grupos, cola, espaço e furação de topo
Número de grupos, cola, peça mínima, comprimento da linha e furação de topo. O que olhar antes de comprar a coladeira de bordas, e em que situação cada modelo das linhas EC e EN faz sentido.
Por Diego · 16 de setembro de 2026 · 6 min de leitura · revisado em 13 de setembro de 2026
Comece pela peça, não pela máquina
A coladeira certa é a que entrega a peça do jeito que ela precisa sair, sem retoque, no volume do seu turno. Antes de comparar ficha técnica, responda seis perguntas sobre a sua produção:
A peça é reta, curva ou as duas?
A borda fica à vista do cliente — porta, frente de gaveta, tampo — ou é peça interna?
O corte que chega na coladeira sai limpo ou com onda e lasca?
As peças vêm de uma CNC de nesting, com furo de dobradiça pronto?
Você faz painel ripado ou peça estreita?
Quanto espaço livre existe no galpão, em linha reta?
A coladeira automática de linha reta não cola peça curva. Tampo redondo, bancada com canto arredondado e porta curva vão para a coladeira de bordas curvas — na Etools, a Linha EN, com a EN 620 e a EN 700.
A curva também não substitui a reta: ela é mais lenta por peça, porque o avanço acompanha a mão do operador. Quem faz as duas coisas com regularidade acaba com as duas máquinas — a reta no volume, a curva no que a reta recusa. A comparação entre as duas EN está em colagem de borda em peça curva.
O resto deste texto é sobre a coladeira reta.
Quantos grupos: 5, 6 ou 7
É a decisão que mais pesa, porque define quantas etapas de acabamento a peça recebe antes de sair.
5 grupos — EC5 Max S30. Pré-limpeza, coleiro com rolos pressores, aparador de topo, refilador com raspador, limpeza e polidor. A peça sai colada, com as pontas cortadas, refilada, raspada e polida. O que ela não tem é a tupia de entrada: a fita vai direto sobre o topo que a serra deixou. Se o seu corte já chega limpo, isso não aparece. Se chega com onda, a linha de cola mostra.
6 grupos — EC6 Max S30. Acrescenta a tupia de entrada, com duas fresas diamantadas de 60 mm que aplainam o topo antes da fita. É onde a peça sai pronta para montagem, sem retoque — a escolha do móvel planejado em que a borda é a primeira coisa que o cliente olha.
7 grupos — EC7 Max. Aos seis da EC6, soma uma etapa de refilo: a primeira fresa tira o grosso da sobra e a segunda dá o perfil final, tirando pouco material. Com fita grossa, de 2 e 3 mm, e a máquina rodando o turno inteiro, é isso que mantém a quina da última peça igual à da primeira.
EC7 Max: sete grupos, com o refilo em duas etapas
Espaço, peso e peça mínima
A coladeira automática é uma linha: a peça entra de um lado e sai do outro, e precisa de espaço livre na entrada e na saída para o operador alimentar e retirar.
EC5 Max S30
EC6 Max S30
EC6 Drill Side
EC7 Max
Grupos
5
6
6 + furação de topo
7
Comprimento
1900 mm
6000 mm
6000 mm
6500 mm
Peso
1200 kg
1800 kg
2000 kg
2000 kg
Velocidade
18 a 23 m/min
16, 18 e 22 m/min
16, 18 e 22 m/min
16, 18 e 22 m/min
Peça mínima
120 x 30 mm
150 x 50 mm
150 x 50 mm
120 x 40 mm
Entrada
Direita
Direita ou esquerda
Direita
Direita
Duas linhas dessa tabela costumam decidir a compra:
Os 1,9 m da EC5. É a única que cabe onde não existem seis metros livres em linha reta. Para a marcenaria que está saindo da coladeira manual ou de mandar a borda para fora, muitas vezes é o espaço, e não o orçamento, que escolhe.
O lado da entrada. A EC6 Max S30 pode ser pedida com entrada à esquerda. É o sentido que decide se a peça sai virada para a próxima máquina ou se alguém contorna seis metros de linha com ela na mão.
A cola que você vai usar
As quatro coladeiras da Linha EC têm o mesmo coleiro de dois estágios, que aceita EVA, PUR e PO. A cola não escolhe a máquina — mas muda a rotina.
Se boa parte do que você produz vai para cozinha e banheiro, a PUR entra no dia a dia, e com ela a limpeza diária do reservatório: a PUR cura dentro do sistema, e pular a limpeza é deixar a cola endurecer lá dentro. Conte com essa rotina no turno antes de padronizar.
As quatro saem de fábrica com o Starter Kit da Jowat, a cola que roda na instalação e no treinamento. O ajuste feito com o técnico continua valendo quando você compra a mesma cola depois.
Peças que vêm da CNC e peças estreitas
Copiador nesting. Se as peças são cortadas numa CNC de nesting, elas chegam com os furos de dobradiça e os passantes prontos. Uma coladeira sem copiador passa cola e fita por cima, e alguém abre cada furo na mão depois. Os quatro modelos da Linha EC têm copiador nesting, que enxerga essas áreas e não aplica nada sobre elas.
Ripado. Ripa de 30 mm torce na esteira, e a fita sai fora de esquadro. A EC5, a EC6 e a EC6 Drill Side trazem o dispositivo de peças estreitas, que segura as ripas alinhadas até a colagem, para borda de 30 mm e extremidade de 40 mm.
Furação de topo: quando a Drill Side se paga
Furo de topo é o furo na lateral da chapa, onde entram a cavilha e o dispositivo de montagem. Normalmente ele sai numa furadeira múltipla ou num centro de furação, depois da coladeira: a peça sai de uma máquina, espera na fila da outra e é fixada de novo. Cada refixação é mais uma chance de o furo sair fora da borda.
A EC6 Max S30 Drill Side é a EC6 com um cabeçote que faz esse furo dentro da coladeira, na mesma passagem em que a fita é colada. A peça entra crua e sai colada, refilada, polida e furada.
A conta é simples: quantas peças passam hoje pela furadeira depois da coladeira? Se forem muitas, a Drill Side tira uma estação e uma fila do caminho. Se a furação lateral já sai em outra máquina da linha, ou não faz parte do seu móvel, a EC6 Max S30 basta. Os furos de face — dobradiça, tambor do minifix — continuam saindo na CNC ou no centro de furação.
Resumo: qual coladeira para qual produção
Situação
Modelo
Saindo da coladeira manual, sem seis metros livres
EC5 Max S30
Móvel planejado com borda à vista, peça saindo pronta
EC6 Max S30
Muita peça indo da coladeira para a furadeira
EC6 Max S30 Drill Side
Borda o turno inteiro, principalmente com fita grossa
EC7 Max
Peça curva de vez em quando
EN 620
Peça curva todo dia
EN 700
Antes de fechar, leve as suas peças e as suas fitas para uma demonstração. A regulagem de cola e pressão muda com a chapa e com a fita, e é na sua peça — não na do catálogo — que dá para ver se a borda sai como você precisa. O preço de cada configuração sai em orçamento, com instalação, treinamento e assistência técnica no Brasil.
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As linhas Etools citadas no texto, com ficha técnica, modelos e FAQ.
7 grupos com refilo em duas etapas, colas EVA, PUR e PO, copiador nesting e 22 m/min: a coladeira mais completa da linha, para colar borda o dia inteiro.
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FAQ
Perguntas frequentes
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Com 5 grupos a peça sai colada, com as pontas cortadas, refilada, raspada e polida. O 6º grupo é a tupia de entrada, que aplaina o topo antes da fita — é onde a peça sai pronta para montagem mesmo quando o corte chega com onda. O 7º divide o refilo em duas etapas, para volume alto com fita grossa.
Serve quando o corte chega limpo, porque ela não tem a tupia de entrada para aplainar o topo antes da fita. A vantagem da EC5 Max S30 é o tamanho: 1,9 m de linha, contra 6 m da EC6. Se a borda à vista é o que o seu cliente olha e há espaço, a de 6 grupos evita retoque.
Os seis grupos, o coleiro, o copiador nesting, as velocidades e a peça mínima são os mesmos. A Drill Side acrescenta um cabeçote de furação de topo, que fura a lateral da chapa na mesma passagem, e 200 kg de estrutura. Vale quando muita peça passa pela furadeira depois da coladeira.
Na Linha EC, a EC5 Max S30 tem 1,9 m de comprimento; a EC6 Max S30 e a Drill Side, 6 m; a EC7 Max, 6,5 m. Some o espaço livre na entrada e na saída para alimentar e retirar as peças.
Nas quatro coladeiras da Linha EC, sim: o coleiro de dois estágios aceita EVA, PUR e PO, e a escolha é por trabalho. Com PUR, o reservatório precisa ser limpo todo dia, porque ela cura dentro do sistema.
A coladeira de bordas curvas, como a EN 620 e a EN 700. A reta não cola curva, e a curva não substitui a reta em volume: quem faz os dois tipos de peça com regularidade costuma ter as duas.