MPR, CIX, BAN e XML (formatos de usinagem)
MPR, CIX, BAN e XML são formatos em que cada peça leva o próprio programa de usinagem: MPR é o do woodWOP da Homag, CIX e CID são da Biesse, BAN vem do Xilog da SCM, e XML é o formato aberto dos softwares brasileiros. O centro de furação lê o arquivo da peça pelo código de barras e fura sem ninguém programar.
Também escrito como: mpr · woodwop · cix · cid · biesse cix · homag mpr · ban · xml de furação · formatos de programa de furação · arquivo de usinagem por peça
No nesting o programa é da chapa inteira; no centro de furação e na furadeira de topo o programa é da peça. Cada peça chega da seccionadora ou do router com uma etiqueta, o operador lê o código de barras e a máquina abre o arquivo daquela peça — os furos de cavilha, de dobradiça e de Minifix, o rasgo, a ranhura — e executa. O formato do arquivo é o que o comando da máquina entende: MPR é texto com a geometria e as macros do woodWOP; CIX é o equivalente da Biesse; BAN, da SCM; XML é o genérico, que os softwares brasileiros geram e muitas máquinas leem.
O Pro Drill 6 da Etools lê XML, MPR, BAN e DXF: o software de projeto — Promob, Dinabox, MobCloud, CorteCloud, TopSolid, WPS — gera o arquivo da peça num desses formatos, a etiqueta traz o código, e o operador só escaneia e apoia a peça no esquadro. É o que elimina a programação peça a peça e o erro de digitar medida. O mesmo arquivo alimenta a coladeira com furação de topo integrada.
Para a fábrica, o que importa é o software exportar num formato que a máquina lê, e o cadastro de ferramentas bater entre os dois: uma broca de 8 mm chamada de outro jeito no arquivo trava a peça no leitor. A Etools alinha esse cadastro na instalação, e a regra é não renomear ferramenta de um lado sem o outro.
MPR, CIX, BAN e XML (formatos de usinagem) nas máquinas Etools
O que está escrito na ficha técnica de cada modelo, na íntegra. Clique no nome para ver a máquina inteira.
| Máquina | O que a ficha diz |
|---|---|
| Pro Max Nesting | Etiquetadora: Automática com comando Syntec e impressora Zebra |
| EC5 Max S30 | Dimensões dos painéis: Comprimento mínimo 120 mm (45 x 300 mm para acabamento de canto); largura mínima 30 mm |
| EC6 Max S30 | Dimensões dos painéis: Comprimento mínimo 150 mm (45 x 300 mm para acabamento de canto); largura mínima 50 mm |
| EC6 Max S30 Drill Side | Dimensões dos painéis: Comprimento mínimo 150 mm (45 x 300 mm para acabamento de canto); largura mínima 50 mm |
| EC7 Max | Dimensões dos painéis: Comprimento mínimo 120 mm (45 x 300 mm para acabamento de canto); largura mínima 40 mm |
| Pro Drill 6 ATC Max | Formatos de arquivo: MPR, BAN, XML, BPP, XXL, DXF e outrosLeitor de código de barras: Sim — processamento por leitura de código de barras |
| Easy Drill 6 | Tamanho do Flute: Comprimento:0-100mm/Largura:8-12mm/Profundidade:0-15mm/Largura mínima:50mm |
| SFE 1500W | Gás auxiliar: Solda: argônio ou nitrogênio (pureza > 99,9 %) · limpeza e corte: ar comprimido com filtro de óleo e água (compressor de 5 a 7 kg) |
| SFE 2000W | Gás auxiliar: Solda: argônio ou nitrogênio (pureza > 99,9 %) · limpeza e corte: ar comprimido com filtro de óleo e água (compressor de 5 a 7 kg) |
| SFE 3000W | Gás auxiliar: Solda: argônio ou nitrogênio (pureza > 99,9 %) · limpeza e corte: ar comprimido com filtro de óleo e água (compressor de 5 a 7 kg) |
| Alume Cut 550 | Comprimento de corte: 390 mm a 4200 mmErro de repetibilidade (comprimento): ±0,20 mm |
Termos que andam junto
Etiquetagem de peças
Etiquetagem é imprimir e aplicar uma etiqueta de identificação em cada peça cortada, para que ela chegue à montagem sabendo o que é, de que projeto veio e o que ainda falta fazer nela.
DXF por camadas (layers)
DXF por camadas é a convenção em que o desenho 2D chega ao CAM com cada operação numa camada de nome padronizado — CONTORNO, FRESA_6_PROF_10, FURO_8_PROF_12 —, e o CAM lê o nome e aplica ferramenta, profundidade e operação sozinho. É como o desenho de outro software vira programa sem reprogramar peça a peça.
Pós-processador (post-processor)
Pós-processador é o tradutor no fim do CAM: pega o percurso genérico calculado na tela e escreve o G-code com a sintaxe, os códigos e a ordem que o comando daquela máquina entende. Cada comando tem o seu — Syntec, Fanuc, Siemens, Weihong, RichAuto, Mach3 —, e o programa gerado para um não roda no outro.
Furação de topo
Furação de topo é o furo feito na espessura da chapa — na lateral, não na face — para receber cavilha, minifix, parafuso de montagem ou tambor de excêntrico.
Minifix, Rafix e cavilha
Minifix, Rafix e Girofix são conectores de montagem rápida e oculta: um tambor excêntrico embutido na face do painel gira e trava um pino no topo do painel vizinho, juntando as peças a 90° sem parafuso aparente. A cavilha é o pino de madeira que alinha as peças. Todos dependem de furos na posição e profundidade certas.
Integração com ERP e MES (XML e CSV)
Integração com ERP e MES é a troca de arquivos XML ou CSV entre a gestão da fábrica e a produção: o ERP manda a ordem de corte com as peças, as medidas e a fita de cada face; a máquina e o software de produção devolvem o que foi cortado, quando e com que aproveitamento. É o dado que fecha o custo do pedido.
Quer saber o que isso muda na sua produção?
Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.