Probe (sensor de ferramenta)
Probe é o apalpador fixo na mesa que mede o comprimento de cada ferramenta: a fresa desce até encostar no sensor, o comando grava a altura e passa a saber exatamente onde fica a ponta. É o que faz o furo sair na mesma profundidade com qualquer fresa ou broca.
Também escrito como: z-probe · zerador de ferramenta · apalpador · sensor de z · tool setter · medição de ferramenta · sensor de altura de ferramenta
Toda ferramenta tem um comprimento diferente, e o comando só conhece a posição do spindle, não da ponta da fresa. Sem o probe, o operador zera a altura na mão, encostando a fresa na chapa e apertando o botão — a cada troca, com o erro de quem encosta mais ou menos. Com o probe, a máquina vai sozinha até o sensor, encosta, registra o valor na tabela de ferramentas e volta. Numa máquina com troca automática isso é obrigatório: as 12 ou 16 ferramentas do magazine são medidas uma vez e o programa passa de uma para outra sem ninguém regular.
Na prática é o que garante a profundidade. O furo de cavilha de 12 mm e o rebaixo de 8 mm saem com essa medida em todas as peças, com a fresa nova e com a fresa que já foi afiada e ficou mais curta. Nos centros de usinagem Etools, da Start ATC à New Pro 16 e ao Pro Drill 6, o probe entra na instalação: a Etools cadastra as ferramentas com a equipe e mostra como remedir quando troca uma fresa.
O que ele não mede: o desgaste do diâmetro e o raio da ferramenta, que continuam vindo do cadastro. E precisa de mesa limpa em volta: pó de MDF acumulado sobre o sensor entra na medida e o furo sai raso.
Termos que andam junto
ATC — troca automática de ferramentas
ATC (Automatic Tool Changer) é o sistema que troca a ferramenta sozinho durante o programa: o magazine guarda as fresas montadas em cones e o comando pede a troca quando a operação muda, sem o operador encostar na máquina.
Zero peça (work zero)
Zero peça é o ponto da mesa onde o desenho começa: a coordenada 0,0,0 do programa. Tudo o que o CAM gerou é medido a partir dele, então é onde a chapa precisa estar encostada para o corte cair no lugar certo.
Zero máquina (homing)
Zero máquina é a posição de referência absoluta da máquina, no fim de curso de cada eixo: ao ligar, o comando move os eixos até o sensor de referência e a partir dali sabe onde está. É o homing, o primeiro movimento de todo turno.
Repetibilidade
Repetibilidade é o quanto a máquina volta ao mesmo ponto quando recebe o mesmo comando várias vezes; precisão de posicionamento é outra coisa — é o quanto o ponto onde ela chega corresponde ao que foi pedido.
Minifix, Rafix e cavilha
Minifix, Rafix e Girofix são conectores de montagem rápida e oculta: um tambor excêntrico embutido na face do painel gira e trava um pino no topo do painel vizinho, juntando as peças a 90° sem parafuso aparente. A cavilha é o pino de madeira que alinha as peças. Todos dependem de furos na posição e profundidade certas.
Tolerância dimensional e retilinidade
Tolerância dimensional é o quanto a medida real pode diferir da do desenho; retilinidade é o quanto uma aresta ou face pode se afastar de uma linha reta. Na esquadria as duas decidem se a folha veda: perfil fora da tolerância ou torto não encosta na borracha por igual, e entra ar e água.
RTCP (ponto central da ferramenta)
RTCP é a função do comando de 5 eixos que mantém a ponta da fresa no ponto programado quando o cabeçote inclina: ao girar A ou B, a ponta descreveria um arco e sairia do lugar, e o comando move X, Y e Z em tempo real para compensar. Sem RTCP o programa precisaria conhecer a geometria exata do cabeçote.
G43 (compensação de comprimento)
G43 é o comando que aplica ao eixo Z o comprimento da ferramenta cadastrado na tabela do comando — o valor que o probe mediu: `G43 H5` desloca o Z pelo comprimento da ferramenta 5, e a profundidade programada passa a ser a da ponta da fresa, seja ela curta ou comprida. G49 cancela.
Quer saber o que isso muda na sua produção?
Quem instala as máquinas atende pelo mesmo canal do orçamento — dá para tirar dúvida técnica antes de decidir.